PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
1 mês

Deputado faz discurso transfóbico na Alesp e diz ter sido agredido depois

Do UOL, em São Paulo

17/05/2022 19h13Atualizada em 17/05/2022 21h31

O deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) usou a tribuna da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) durante a votação da cassação do ex-deputado Arthur do Val (sem partido) e fez um discurso transfóbico hoje. Depois, em suas redes sociais, o parlamentar acusou a deputada Erica Malunguinho (PSOL) de tê-lo agredido. Ela nega.

Garcia disse na tribuna que a colega tentou atacá-lo, comparando seu comportamento com o de Do Val, dizendo que ele seria "uma pessoa violenta e agressiva". O deputado negou que tenha essas características, e acusou Malunguinho de agir assim.

"Eu não sou violento, eu não sou agressivo. Quem é violenta e agressiva é a própria deputada Erica Malunguinho quando defende que um homem que se sente mulher possa subir num ringue e 'descer porrada' nas mulheres, simplesmente pelo simples fato de ele se achar mulher. Quem é violenta e agressiva são as pautas defendidas pela deputada Erica Malunguinho quando ela defende a utilização de banheiros femininos por homens que se sentem mulheres", disse.

Erica Malunguinho é a primeira mulher transexual a ser eleita deputada estadual em São Paulo.

Depois, o deputado usou as redes sociais para dizer que foi "agredido com um tapa", e que irá representá-la no Conselho de Ética: "Estou pedindo para as câmeras resgatarem o momento do fato".

Procurada, a assessoria de Malunguinho disse que a deputada apenas "encostou nele, em chamada" e negou qualquer agressão. Além disso, explicou que a parlamentar pretende entrar com representação contra o colega, e que irá registrar um Boletim de Ocorrência.

Na sequência da fala de Garcia, a deputada e colega de partido de Erica Monica Seixas (PSOL) tentou intervir. Ela lembrou que "transfobia é crime", mas foi interrompida. Ela compartilhou um vídeo do momento, dizendo que o deputado Gilmaci Santos (Republicanos) "apontou o dedo na minha cara e me chamou de louca".

Política