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Delegado da PF e pré-candidato critica governo Bolsonaro: 'Defende bandido'

Alexandre Saraiva - Reprodução/TV Cultura
Alexandre Saraiva Imagem: Reprodução/TV Cultura

Do UOL, em São Paulo

06/07/2022 16h42Atualizada em 06/07/2022 17h39

O delegado da PF (Polícia Federal), ex-superintendente da corporação no Amazonas, e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro Alexandre Saraiva rebateu um comentário nas redes sociais em que era questionado "por que ele não iria trabalhar". O pré-candidato, que é filiado ao PSB, acusou o governo Jair Bolsonaro de "defender bandidos".

"Por que você não vai trabalhar?", escreveu um internauta na noite de ontem. Saraiva rebateu a pergunta: "Porque neste governo quando o policial trabalha costuma aparecer um ministro para defender os bandidos. Em seguida, o policial é defenestrado. Só por isso. Entendeu ou preciso desenhar?", rebateu.

Alexandre Saraiva, delegado da Polícia Federal, ex-superintendente da corporação no Amazonas, e pré-candidato à Câmara dos Deputados rebateu um comentário nas redes sociais - Reprodução/Twitter/@DelegadoSaraiva - Reprodução/Twitter/@DelegadoSaraiva
Alexandre Saraiva, delegado da Polícia Federal, ex-superintendente da corporação no Amazonas, e pré-candidato à Câmara dos Deputados rebateu um comentário nas redes sociais
Imagem: Reprodução/Twitter/@DelegadoSaraiva

Na publicação em que compartilhou a resposta, postada na manhã de hoje, o pré-candidato ainda escreveu: "Bom dia! O gado já tomou a primeira do dia."

Em 2021, Saraiva foi retirado do cargo um dia após enviar uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o senador Telmário Mota (Pros-RR).

Na época, Saraiva, que apontou os crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa, disse que Salles e o senador estavam dificultando ações de fiscalização contra madeireiros. O delegado também denunciou que Salles fez uma "pseudoperícia" na madeira apreendida em uma operação da PF. Procurado na ocasião, o ministério do Meio Ambiente afirmou que o delegado "seguia em busca de holofotes".

O delegado foi posteriormente transferido para a delegacia da PF em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Saraiva acusa governistas de defenderem desmatamento

Em junho, Saraiva acusou uma série de parlamentares governistas, entre eles a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o senador Jorginho Mello (PL-SC), de serem "financiados por madeireiros."

Em entrevista ao canal GloboNews, ele disse ser difícil conter crimes ambientais na Amazônia "porque os políticos da região são apoiados por quem comete o desmatamento ilegal"

"Esses criminosos têm boa parte dos políticos da região norte no bolso, eu estou falando de governadores, senadores", disse.

Olha o Centrão, veja de onde saíram grande parte dos parlamentares do Centrão. São financiados por esses grupos. [Os senadores] Zequinha Marinho, Telmário Mota, Mecia de Jesus, Jorginho Melo de Santa Catarina mandou ofício, a Carla Zambelli foi lá defender madeireiro. Temos uma bancada do crime, de marginais, de bandidos. Alexandre Saraiva, em entrevista à Globo News

O delegado continuou, dizendo que "a maior prova de que ele está certo é que já fez essas acusações antes e nunca foi processado".

Após a declaração do delegado, Zambelli disse que Saraiva é "um pré-candidato tentando criar manchete para aparecer. Será acionado judicialmente". Já o senador Jorginho Mello disse em nota que "nunca apoiou a extração ilegal de madeiras", e não "participou da audiência pública que ocorreu na Câmara dos Deputados e nunca fez nenhum tipo de ofensa ao delegado".

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