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Marcos Palmeira, Anitta: Famosos apoiam Molon em meio a polêmica com PT-RJ

Marcos Palmeira e Anitta prestaram apoio à candidatura de Alessandro Molon em meio a polêmica com o PT-RJ - Reprodução
Marcos Palmeira e Anitta prestaram apoio à candidatura de Alessandro Molon em meio a polêmica com o PT-RJ Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em Maceió

03/08/2022 16h07

Diversas personalidades da TV demonstraram suporte à pré-candidatura de Alessandro Molon (PSB-RJ) ao Senado, em meio a polêmica entre o PSB e o PT do Rio, que põe em risco a aliança em prol da chapa Marcelo Freixo (PSB) e César Maia (PSDB-RJ) ao Palácio das Laranjeiras com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por meio de seu perfil no Twitter, Molon agradeceu o apoio de famosos como a cantora Anitta, os atores Marcos Palmeira, Caco Ciocler e Léo Jaime, além das atrizes Cissa Guimarães e Natália Lage.

Em vídeo, Marcos Palmeira diz que a candidatura do pessebista ao Senado tem seu "total apoio", afirma estar "feliz" com a perspectiva de ter um candidato "tão bom" e que lhe dará "prazer nas urnas".

Léo Jaime também divulgou uma gravação na qual declara voto em Alessandro Molon para a vaga ao Senado.

A atriz Natália Lage se referiu ao político como uma pessoa "super competente", com uma história política "comprometida e séria".

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães afirmou que fica "feliz" com a candidatura do pessebista, uma pessoa em quem ela disse "confiar tanto" e que, por isso, tem seu "total apoio".

Já Anitta, que recentemente declarou votou no ex-presidente Lula, também declarou voto no senador. A cantora apoia Molon e pediu que ele lance "logo essa candidatura".

Questionada pelo candidato se apoiava a pré-candidatura, a cantora disse que já o considerava um candidato para votar "pois eu voltei do retiro espiritual achando que já tinha um candidato pra votar... Tô te esperando".

Além do apoio de famosos, Alessandro Molon também recebeu suporte de personalidades da política como Guilherme Boulos (PSOL-SP), do ex-governador e ex-ministro petista Tarso Genro, além do presidente do PSOL Juliano Medeiros.

Racha com PT-RJ

Ontem, o diretório do PT no Rio de Janeiro informou, em nota, que pode retirar apoio à candidatura de Marcelo Freixo ao governo do estado, embora o ex-presidente Lula já tenha subido em palanque ao lado de Freixo, e afirmado seu apoio ao pessebista.

O motivo do racha é a disputa ao Senado: enquanto o PSB quer lançar Molon, o PT insiste na candidatura de André Ceciliano, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O diretório do PT fluminense afirma que teria havido um acordo para Molon abrir mão de sua candidatura, mas o congressista nega, e pediu "bom senso" ao Partido dos Trabalhadores.

Molon enfatizou que já existe uma aliança em torno de seu nome. "Nossa pré-candidatura já tem o apoio de quatro partidos —PSB, PSOL, Rede e Cidadania— e aparece em primeiro lugar na última pesquisa para o Senado. Mais uma vez reafirmo: não fiz e não participei de qualquer acordo para ceder ao PT a vaga para o Senado", afirmou.

A pesquisa ao Senado à qual Molon se refere é da TV Record/RealTime Big Data, e foi publicada no último dia 27. A sondagem mostra um empate técnico entre Molon, com 17%, e o senador Romário (PL-RJ) com 16%, seguidos do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), com 12%.

Para Molon, a prioridade da aliança de esquerda deve ser impedir a vitória de um candidato bolsonarista ao Senado no Rio. "Temos o dever de derrotar o bolsonarismo no Rio de Janeiro", afirmou o parlamentar. "O momento gravíssimo que o Rio de Janeiro enfrenta exige bom senso e responsabilidade", completou

Decisão depende da Executiva nacional

Apesar da resolução aprovada pelo PT fluminense, o partido ainda não tem uma posição definitiva sobre o assunto. Para que o abandono à candidatura de Freixo seja confirmado, isso precisará ser confirmado pela Executiva Nacional do partido.

Em nota, o diretório estadual petista afirmou que irá debater nos próximos dias "alternativas de coligação majoritária" para "um forte palanque" para apoiar a corrida de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

"Consideramos que a divisão na coligação majoritária inviabilizará um palanque forte para o Presidente Lula, inviabilizará as nossas candidaturas majoritárias, tanto Freixo, como o André. Não aceitamos mergulhar nosso partido e nossas campanhas em uma guerra fratricida", afirma a nota.

A executiva nacional petista e a coordenação da campanha de Lula deverão se reunir e tomar uma decisão sobre o assunto até a próxima sexta (5), data limite para realização das convenções, estabelecida pela Justiça Eleitoral. Até lá, a expectativa é de que haja conversas mais produtivas com o PSB.

A direção nacional do PT sustenta que o acordo estabelecido pela aliança nacional é que Ceciliano seja o escolhido, e que a imposição do nome de Molon seria um desrespeito à união. O PSB fluminense, no entanto, enfatiza uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permitiu o lançamento de dois nomes ao Senado na mesma aliança.

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