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Dino ironiza juristas e golpistas que tramavam golpe: 'transe satânico'

Provocativo, Ministro chamou de "juristas" quem escreveu textos antidemocráticos e considerou "desvarios" propostas como "intervenção militar constitucional". - Fátima Meira/Estadão Conteúdo
Provocativo, Ministro chamou de "juristas" quem escreveu textos antidemocráticos e considerou "desvarios" propostas como "intervenção militar constitucional". Imagem: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Do UOL, em Belo Horizonte

16/06/2023 22h13Atualizada em 17/06/2023 12h24

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, questionou a autoria dos documentos encontrados no celular do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e disse que pessoas por trás de atentados e planos golpistas estariam "tomadas por um transe satânico".

O que aconteceu:

Em tom provocativo, Flávio Dino utilizou aspas para se referir a quem escreveu os textos antidemocráticos como "juristas". "Confesso a imensa curiosidade de conhecer os "juristas" que escreveram os documentos golpistas", escreveu o ministro no Twitter.

Dino chamou de "desvarios" as propostas de se instituir "estado de defesa no TSE", "intervenção militar constitucional" e "Forças Armadas como Poder Moderador", que se serviriam para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a vitória legítima de Lula nas urnas em 2022.

A cada dia, com as investigações da Polícia Federal, fica sublinhada a gravidade do que vivemos entre o dia 31 de outubro de 2022 e o dia 8 de janeiro de 2023. Tomadas por um transe satânico, pessoas tramaram golpes, medidas ilegais, atentados a bomba, depredações, agressões. Seguirei fazendo o trabalho que legalmente for cabível para que tudo seja esclarecido e o Poder Judiciário aplique a LEI contra essa gente perigosa.
Flávio Dino

Propostas golpistas no celular de Cid ficam públicas

Hoje, o ministro do STF Alexandre de Moraes retirou o sigilo do relatório da PF no qual constam as descobertas no celular de Mauro Cid. Nele, constava uma minuta de golpe para declarar de estado de sítio no Brasil dentro das "quatro linhas da Constituição".

Ainda, o documento traz trechos de conversas entre Cid e outros militares. Alguns chegam a demandar que o auxiliar de Bolsonaro encorajasse o então presidente a prosseguir com um golpe. Havia também críticas e questionamentos sobre o ministro Alexandre de Moraes comandar o TSE nas eleições.

O relatório da PF apresenta ainda conversas de Luis Marcos Dos Reis, que confessa ter participado dos atos golpistas de 8 de janeiro. "Eu estou no meio da muvuca! [...] Nós temos que cada um fazer a nossa força aqui. Representar o nosso país, né? Graças a Deus! Mas foi bonito aqui!", disse ele a um amigo.

Assim como Cid, Dos Reis foi ajudante de ordens de Bolsonaro, mas até julho de 2022. Os dois foram presos em maio suspeitos de participarem do esquema que fraudou cartões de vacina de Bolsonaro e de sua filha Laura.