Conteúdo publicado há 9 meses

Soraya, Feliciano e Brunini trocam farpas sobre 'beleza' na CPI do 8/1

A sessão de hoje da CPMI do 8/1 foi marcada por um bate-boca entre a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e os deputados Marco Feliciano (PL-SP) e Abílio Brunini (PL-MT).

O que aconteceu:

Durante sessão, Abílio afirmou que Soraya "estaria pedindo dica de sobrancelha para Marco Feliciano", e disse que ela deveria se preocupar "menos com a sua beleza e mais com a CPI". Minutos depois, criticou que temas como esse fossem discutidos na comissão e culpou "infiltrados na CPMI" pelos eventos.

Após ser citada, Soraya pediu a palavra e ironizou que "passaria seu shampoo e cabeleireira" para Abílio, que é careca. Em seguida, questionou os parlamentares se "ele [Abílio] não usa uma peruca", e perguntou para Feliciano "onde ele fazia sua sobrancelha". Em tom de provocação, também disse que a discussão causada pelos bolsonaristas é "circo e pão para distrair a população".

Marco Feliciano retrucou e questionou se Soraya era homofóbica e se "tinha algo contra homens que fazem a sobrancelha". O deputado passou a provocar a parlamentar com a menção de que a senadora realizou procedimentos estéticos, e disse que "daria o número da pessoa que faz sua sobrancelha" para ela.

O assunto foi encerrado por ordem do presidente da sessão, o deputado Arthur Maia (União-BA): "Tenho certeza que quem está nos assistindo merece mais do que isso".

Pronunciamento dos envolvidos

Ao UOL, a assessoria de Soraya disse que a senadora não vai se posicionar para não "dar palco para eles [Feliciano e Brunini], porque o que eles querem mesmo é engajamento com essas discussões sem propósito".

A assessoria da parlamentar ainda citou outro momento da sessão: "Problema foi a acusação que o deputado Rodrigo Valadares fez, a acusando de 'pegar dinheiro do partido quando foi candidata'. Ela acionou a advocacia do Senado para avaliar uma representação contra ele por calúnia e difamação".

Ao UOL, Valadares afirmou que Soraya Thronicke deturpou sua fala e posicionamento. "Reitero que apontei na sessão de hoje da CPMI do 8/1 que: ela usou um valor exorbitante do fundo partidário do União Brasil, e teve uma votação pifia e inexpressiva em relação ao montante gasto. E destaco que o partido deveria ter investido em candidaturas femininas com chances reais."

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A reportagem entrou em contato também com as assessorias de Feliciano e Brunini, mas ainda não recebeu retorno. O espaço continua aberto para manifestação.

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