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Datena entende a 'dor das pessoas' em SP, diz Tabata sobre possível vice

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou, durante o UOL Entrevista desta sexta-feira (26), que ter o apoio do apresentador José Luiz Datena a sua pré-candidatura para a Prefeitura de São Paulo é importante porque ele sabe falar da "dor das pessoas" na cidade.

Ele é um dos maiores comunicadores do país, é extremamente popular, e é porque ele entende o que as pessoas sentem. Não é porque o Datena é um grande comunicador que ele vai lá e consegue falar sobre o que está doendo nas pessoas, mas é porque ele sabe falar das coisas que estão doendo nas pessoas que elas se veem representadas.

Tabata não confirmou, porém, se Datena será de fato candidato à vice-prefeito em sua chapa: "É uma decisão dele que será tomada no meio do ano", afirmou.

A pré-candidata voltou a repetir que vê a sua futura candidatura como um contraponto à polarização na cidade —que deve repetir o embate entre apoiadores de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em seus respectivos apoios: Guilherme Boulos (PSOL), no caso de Lula, e Ricardo Nunes (MDB), no caso do ex-presidente.

Meu desafio agora é me apresentar. A maioria da cidade de São Paulo diz que quer uma alternativa à polarização, que quer uma mudança de fato, e as pessoas não sabem de fato que existe um projeto que busca ser alternativa de verdadeira mudança.

Tabata: Nunes tenta esconder apoio de Bolsonaro

Tabata Amaral também avaliou o provável apoio de Bolsonaro ao atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e as consequências da entrada de um novo nome da direita na disputa, como os deputados federais Kim Kataguiri (União Brasil-SP) ou Ricardo Salles (PL-SP).

A entrada de um candidato bolsonarista atrapalha o Ricardo Nunes. Essa é a primeira, segunda, terceira razão pela qual ele vive correndo atras do Bolsonaro. Ele quer o apoio do Bolsonaro, mas sem a rejeição do Bolsonaro. Vai ficar escondendo esse aliado ao longo dos meses, e a gente nem sabe se é aliado mesmo.

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Cracolândia: "Não tem como ignorar comunidades terapêuticas"

Na entrevista, Tabata Amaral defendeu a integração de governo federal, estadual e municipal ao tratar da "cracolândia", nome pelo qual é conhecido o fluxo de dependentes químicos que se concentram no centro de São Paulo. Este deve ser um dos principais tópicos do debate eleitoral.

O governador joga o fluxo para um lado, o prefeito no outro dia joga pro outro. São aliados políticos, mas não estão conseguindo conversar sobre isso. Tem um trabalho de coordenação que não está sendo feito.

Ao ser questionada sobre um possível plano de ação, Tabata mencionou as comunidades terapêuticas —locais privados, contratados com dinheiro público, que internam dependentes químicos mas que possuem práticas questionadas, além de uma série de denúncias acerca dos direitos dos pacientes.

Temos que ter coragem para dizer: têm mil pessoas só aqui que já nos dizem que querem [um tratamento]. Então a gente vai sair contratando vaga. Enquanto a gente não tem infraestrutura no público para contratar todo mundo, a gente vai fazer parceria com o privado. Vai fazer parceria com comunidade terapêutica, não tem como ignorar, mas impondo regulamentação. Vai ter que ter psicólogo, psiquiatra, seguir o que a ciência nos diz. Sempre trago o paralelo da Santa Casa: é muito importante ter a capela ali, mas também o médico e o enfermeiro.

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