Conteúdo publicado há 1 mês

Ação mira grupo que tentou invadir a PF após prisão de aliado de Bolsonaro

A PF faz hoje uma operação que mira suspeitos de participarem de um grupo que tentou invadir a sede da corporação em Brasília, em dezembro de 2022, após a prisão de um indígena apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O que aconteceu

A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Os locais alvos da operação ficam em São Paulo, Rondônia e no Distrito Federal.

A corporação busca identificar os envolvidos na tentativa de invasão. Eles também vão responder por dano e incêndio generalizados de patrimônio público e privado.

Os crimes objetos da apuração podem somar até 34 anos de prisão. São eles: dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Grupo incendiou carros e tentou invadir a PF

Os apoiadores de Bolsonaro queimaram carros, ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal em Brasília. Os atos de vandalismo foram praticados após a prisão do indígena José Acácio Serere Xavante, suspeito de ameaça de agressão e de perseguição contra Lula e figura constante em protestos que pediam intervenção militar.

Os atos contra a prisão foram convocados nas redes bolsonaristas. No entorno da sede da PF, uma movimentada área com shoppings, hotéis e empresas —inclusive de comunicação—, ônibus e carros foram incendiados e tiveram seus vidros quebrados.

Os atos se assemelharam à tática dos black blocs. Policiais federais e militares do Distrito Federal usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Bolsonaristas revidaram com pedras.

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