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Lula defende fim do bloqueio em Cuba e 'parar carnificina' na Faixa de Gaza

O presidente Lula (PT) voltou a criticar hoje a comunidade internacional pela "indiferença chocante" à "carnificina" na Faixa de Gaza, durante abertura da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

O que Lula disse

Ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres, Lula pediu aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, únicos com poder de veto, que "deixem de lados suas diferenças e ponham fim a essa matança". O presidente brasileiro tem sido uma das principais vozes críticas aos ataques de Israel à região palestina.

Já são mais de 30 mil mortos. As vidas de milhares de mulheres e crianças inocentes estão em jogo. As vidas dos reféns do Hamas também estão em jogo. Eu quero terminar dizendo para vocês que a nossa dignidade e humanidade estão em jogo. Por isso é preciso parar a carnificina em nome da sobrevivência da humanidade, que precisa de muito humanismo.
Lula, na Celac

"A indiferença da comunidade internacional é chocante", continuou Lula. "A tragédia humanitária em Gaza requer de todos nós a capacidade de dizer um basta para a punição coletiva que o governo de Israel impõe ao povo palestino. As pessoas estão morrendo na fila para obter comida."

Na tarde de ontem (29), Israel foi acusado de matar mais de 100 pessoas que estavam em uma fila à espera de comida em Gaza. O governo de Benjamin Netanyahu atribuiu o início das execuções aos palestinos que teriam atacado soldados do país.

Lula participa da abertura da 4ª cúpula da Celac, em São Vicente e Granadinas. Ele já havia abordado o assunto ontem, durante o fechamento do encontro da Caricom (Comunidade do Caribe), na Guiana, como tem feito quase todos os dias.

Lula também defendeu o fim de bloqueios a Cuba nas relações internacionais. "Defender o fim do bloqueio e Cuba e a soberania argentina nas Malvinas interessa a todos nós", afirmou. Como fez no primeiro mandato, o fortalecimento da América do Sul e das relações entre os países latino-americanos tem sido um dos focos da pauta internacional do governo. Sem citar nomes como o do presidente argentino, Javier Milei, crítico do Mercosul, ele pediu para acabarem com as desavenças entre líderes do continente.

Nos últimos anos, voltamos a ser uma região balcanizada e dividida, mais voltada para fora do que para si própria. A intolerância ganhou força e vem impedindo que diferentes pontos de vista possam se sentar à mesma mesa. Estamos deixando de cultivar nossa vocação de cooperação e permitindo que conflitos e disputas, muitas delas alheias à região, se imponham.
Lula, sobre relação entre países latino-americanos

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