Conteúdo publicado há 22 dias

Tales: Moraes resistiu a momento de exceção, mas não pode virar herói

Alexandre de Moraes desempenhou papel decisivo na defesa da democracia no Brasil, mas não deve ser tratado como um herói, disse o colunista Tales Faria no UOL News desta quarta (29).

Heróis e mitos são perigosíssimos. Vimos Sergio Moro, Jair Bolsonaro... Espero que Moraes não entre no pacote de herói e de mito.

Moraes teve, sim, um papel fundamental na defesa da democracia no Brasil, resistindo às tratativas e tentativas golpistas do ex-presidente Bolsonaro. Mas ele cometeu vários erros e excessos, que a sociedade aceitou por entender que era um momento de exceção no país. Tales Faria, colunista do UOL

Tales alertou para o risco de transformar Moraes, que está de saída da presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em uma espécie de ídolo nacional.

Quando se tem uma guerra, o presidente trabalha com mais poderes do que a legislação.

Moraes viveu um momento de exceção, de tentativa golpista. Ele resistiu a isso defendendo a democracia. Foi muito importante, mas não pode ser tratado como mito ou herói daqui para a frente. Tales Faria, colunista do UOL

Bergamo: TSE dará guinada e será menos rigoroso com quem espalha fake news

Com a saída de Alexandre de Moraes da presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o órgão tende a passar por mudanças, com menor interferência nas eleições e no rigor com quem dissemina notícias falsas, avaliou a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo. A ministra Cármen Lúcia assume a presidência do TSE e André Mendonça assume uma cadeira efetiva na Corte eleitoral.

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Vamos acompanhar de perto, mas o TSE dará uma guinada nas suas atitudes e determinações. Será menos duro e rigoroso com quem espalha fake news e ataca o sistema eleitoral. Será mais tolerante com uma série de comportamentos sobre os quais Moraes, que conduzia e liderava o tribunal com bastante força, tinha outro tipo de atitude. Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo

Análise: Enquanto Congresso mantiver inércia, Judiciário se manifestará

Caso o Legislativo continue sem tomar uma atitude para punir rigorosamente quem dissemina notícias falsas sobre eleições, o Judiciário se verá obrigado a interferir nestas questões, afirmou a advogada Flávia Alessandra Naves.

Há circunstâncias que baterão nos tribunais, e eles terão que decidir por conta de uma ausência de uma lei que de fato puna e diga quais são as sanções. Enquanto o Congresso mantiver essa postura de mais inércia para não cortar na própria carne, os tribunais terão que se ativar para fazer esse papel. Flávia Alessandra Naves, advogada

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h com apresentação de Fabíola Cidral e às 17h com Diego Sarza. O programa é sempre ao vivo.

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Quando: De segunda a sexta, às 10h e 17h.

Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL.

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