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Saúde alugará 1.000 leitos de UTI para suspeitos de coronavírus

Coronavírus: Ministério da Saúde vai abrir licitação para locação de 1 mil leitos de UTI - Getty Images
Coronavírus: Ministério da Saúde vai abrir licitação para locação de 1 mil leitos de UTI Imagem: Getty Images

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

30/01/2020 18h04

O Ministério da Saúde pretende alugar 1 mil leitos de UTI para atender pacientes com suspeita e casos de coronavírus no país. No Brasil há nove pacientes com suspeita da doença e nenhum caso confirmado, segundo dados divulgados hoje, pela pasta.

Cada leito pode custar de R$ 15 mil a R$ 20 mil, segundo estimativas do Ministério. A disponibilização acontecerá de acordo com a demanda de cada estado e unidade de referência para tratamento. A expectativa é de que a licitação seja concluída em até 40 dias.

"Nós já estamos nos preparando para a questão de assistência. É bem provável que vamos precisar de acréscimo na oferta de leitos de cuidados intensivos. Ontem, o Ministério da Saúde começou a abrir uma licitação para colocar mais 1 mil leitos de UTI em hospitais de referência para o atendimento de pacientes com coronavírus", disse o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo.

O secretário informou que o número de leitos distribuídos será de acordo com a demanda de cada unidade. E que se for necessário o número pode ser ampliado. Uma nova lista deve ser apresentada semana que vem, quando os secretários se reunirão em Brasília com a pasta da Saúde.

"Como funciona um leito de UTI? O hospital constrói o leito de UTI, compra os equipamentos e o ministério repassa o recurso para o custeio. Para esses 1 mil leitos vai ser diferente, o Ministério da Saúde vai fazer a locação, disponibilizar os leitos com todos os insumos, assistência técnica, manutenção e treinamento", disse Gobbardo.

A lista de hospitais de referência é de cerca de 35 unidades e está em atualização. Isso porque a relação está sendo redefinida junto aos secretários estaduais de Saúde. Em Espírito Santo, por exemplo, constavam 15 unidades ontem, hoje o número foi reduzido para dois.

"A ideia é que tenha um quantitativo de hospitais de acordo com a população e principalmente de acordo com a evolução da doença", considerou Gobbardo. Ele destacou que a região Sul, por exemplo, habitualmente tem mais casos de doenças respiratórias.

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