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Brasil tem 20 casos suspeitos de novo coronavírus; 12 vieram da Itália

Carolina Marins e Felipe Amorim

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

26/02/2020 12h04Atualizada em 26/02/2020 15h33

O Brasil tem 20 casos suspeitos do novo coronavírus, informou hoje o secretário de Vigilância em Saúde Wanderson Kleber de Oliveira, ao menos 12 eles vieram da Itália. Os casos suspeitos estão distribuídos entre os estados de Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina.

Dos suspeitos, a maioria são mulheres (55%) na média de 40 anos. Doze deles viajaram para a Itália. Outros casos vieram da Alemanha, Tailândia e outros países.

De acordo com o Ministério da Saúde, são 11 casos suspeitos em São Paulo, dois em Minas Gerais, dois no RIo de Janeiro, dois em Santa Catarina, um na Paraíba, um em Pernambuco e um no Espírito Santo.

Também hoje foi confirmado o primeiro caso da doença no Brasil. Esse foi também o primeiro caso confirmado em países da América Latina.

O caso confirmado da doença foi registrado em São Paulo.O paciente é um homem de 61 anos que viajou para a Lombardia, no norte da Itália, e apresentou sinais e sintomas compatíveis com a suspeita de covid-19, tais como febre, tosse seca, dor de garganta e coriza.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandettam, o paciente esteve entre os dias 9 e 21 de fevereiro na Itália, mas chegou ao Brasil por meio de um voo com conexão em Paris, na França. Ele foi atendido na segunda-feira pelo Albert Einstein e o teste positivo foi notificado à Vigilância Epidemiológica estadual ontem.

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o paciente apresenta bom estado clínico, sem necessidade de internação, mas permanecerá em isolamento em casa por 14 dias. Familiares e pessoas que tiveram contato com o paciente também estão sendo monitoradas.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que os protocolos de saúde recomendam o isolamento domiciliar quando o paciente não apresenta um quadro grave da doença. Segundo o ministro, cerca de 30 familiares do paciente que mantiveram contato com ele estão sendo monitorados pelas autoridades de saúde de São Paulo.

O secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, afirmou que estudos têm apontado que a média de transmissão da doença é de duas a três pessoas entre as que tiveram contato com o paciente infectado. Segundo Reis, isso aponta a necessidade de um contato mais íntimo com o paciente para a transmissão do vírus.

"Mesmo que o número de contatantes [do paciente] seja elevado, os estudos mostraram que até a presente data todos os casos de pessoas portadores do vírus eles contaminaram de duas a três pessoas, apesar de terem tido contato com 20, 30, 40 pessoas. O que significa que esse contato precisa ser um contato mais íntimo para que a forma de transmissão seja mais efetiva", disse o secretário-executivo da Saúde.

Além dos familiares que estão sendo monitorados, as autoridades de saúde vão entrar em contato com outras pessoas que tenham mantido contato, mesmo que temporário, com o paciente. Nessa lista estão também os passageiros que estavam próximos ao assento dele no voo que o trouxe ao Brasil. Segundo Mandetta, esse número pode ser de 50 a 60 pessoas que serão contatadas. O objetivo é que essas pessoas possam se reportar rapidamente ao sistema de saúde se apresentarem sintomas da doença.

A Itália já tem mais de 320 casos confirmados e 11 pessoas morreram. Desde segunda-feira o país integra a lista do Ministério da Saúde de países de alerta do novo coronavírus. No mundo, mais de 80 mil pessoas foram infectadas e 2.708 morreram em decorrência da doença.

Os países que estão na lista de alerta do Ministério da Saúde são: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia.

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