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Repouso, umidificador e remédio contra febre: como se trata o coronavírus?

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

26/02/2020 12h38

Resumo da notícia

  • Infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) não tem tratamento específico
  • Sintomas são semelhantes ao de um resfriado, como febre, tosse e falta de ar
  • Para casos confirmados, o Ministério da Saúde recomenda repouso e água
  • Outras medidas, no entanto, podem ser adotadas para aliviar os sintomas

O Brasil registrou oficialmente o primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus, que já infectou mais de 80 mil pessoas em todo o mundo e deixou pelo menos 2.000 mortos.

Com sintomas semelhantes ao de um resfriado, como febre, tosse e falta de ar, a infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda não tem um tratamento específico. Para casos confirmados da doença, o Ministério da Saúde recomenda repouso e consumo de bastante água. Outras medidas, no entanto, podem ser adotadas para aliviar os sintomas. Entenda:

Como tratar a infecção pelo novo coronavírus?

Ainda não existe um tratamento específico para infecções causadas pelo novo coronavírus —não há, portanto, nenhum remédio ou vacina contra a doença.

As recomendações do Ministério da Saúde para a doença são:

  • Repouso e consumo de bastante água
  • Uso de medicamento para dor e febre, como antitérmicos e analgésicos
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse

O ministério ainda recomenda uma série de medidas para o manejo clínico (isto é, por profissionais da saúde) de pacientes infectados pela doença.

No caso de pacientes que apresentem dificuldade respiratória, é recomendada, por exemplo, a administração de oxigênio suplementar, além do monitoramento para eventuais complicações clínicas e outras medidas.

Como prevenir o novo coronavírus?

As medidas de prevenção da infecção pelo novo coronavírus envolvem, no geral, cuidados básicos para reduzir o risco de se contrair ou transmitir infecções causadas por vírus respiratórios:

  • Higiene frequente das mãos com água e sabão ou preparação alcoólica
  • Não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável.
  • Ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência

Nancy Bellei, médica infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que o uso de máscara só é recomendado para pacientes com contaminação suspeita e confirmada, para pessoas que tenham contato direto com esses pacientes e para os profissionais da saúde.

"Se tiver um caso confirmado em casa, você tem muito mais chance de adquirir [a doença], então tem uma série de cuidados: tentar colocar essa pessoa dormindo em um quarto sozinha, só uma pessoa da família cuidar dessa pessoa. Quem cuida deve usar uma máscara", diz.

Já no ambiente público, segundo ela, não faz sentido o uso de máscara por quem não tenha tido contato com algum caso suspeito da doença. "Não há nenhuma evidência de que isso traga alguma proteção ou que seja necessário."

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