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RJ confirma 1ª transmissão local do coronavírus; estado tem 15 casos

Passageiros com máscara de proteção no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro - RICARDO MORAES
Passageiros com máscara de proteção no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Imagem: RICARDO MORAES

Do UOL, em São Paulo

12/03/2020 07h51Atualizada em 12/03/2020 08h05

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou na manhã de hoje o primeiro caso de transmissão local do novo coronavírus. O paciente é um homem de 72 anos da capital fluminense. A esposa dele, de 68 anos, também havia testado positivo para a doença.

Ambos estão em isolamento domiciliar e apresentam estado de saúde estável, de acordo com a pasta. Ao todo, são 15 casos no estado do Rio, sendo 13 na capital. Os outros dois casos confirmados foram registrados nas cidades de Niterói e Barra Mansa.

"Este é o primeiro caso no estado de paciente que não esteve em países com transmissão comunitária. Como já havia alertado, estávamos esperando que isso acontecesse em breve. No entanto, ressalto que não há motivo para pânico", afirmou o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

Após a confirmação da primeira transmissão local, o governo do Rio de Janeiro anunciou que passou para o nível 1 (antes estava no nível zero) do plano de contingência contra o coronavírus.

A medida prevê a disponibilidade de 206 leitos exclusivos para tratamento de casos graves de pessoas infectadas em hospitais do estado, incluindo unidades municipais e federais, além da rede estadual.

Níveis do plano de contingência

  • Nível Zero - Casos importados notificados ou confirmados
  • Nível 1 - Transmissão local de coronavírus no estado do Rio de Janeiro
  • Nível 2 - Transmissão comunitária, que ativará outros leitos para assistência de casos graves
  • Nível 3 - Quando as ações e atividades orientadas para serem realizadas no nível 2 de ativação forem insuficientes como medidas de controle e para a organização da rede de atenção na resposta. Caso o surto chegue a esse nível, além de todas as unidades citadas anteriormente, será criado pela Secretaria de Estado de Saúde um hospital de campanha e as Forças Armadas serão acionadas. Haverá ainda a utilização de leitos em unidades especializadas, com a suspensão de cirurgias eletivas

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