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Prefeitura do Rio prorroga fechamento das escolas até 3 de julho

Prefeito Marcelo Crivella manterá escolas fechadas até terceira fase do plano de reabertura - Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
Prefeito Marcelo Crivella manterá escolas fechadas até terceira fase do plano de reabertura Imagem: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

03/06/2020 10h01

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), decidiu manter as escolas municipais fechadas por mais um mês. A decisão veio em uma edição extra do Diário Oficial publicada na noite de ontem, dia em que a cidade iniciou o plano de reabertura gradual das atividades que foram suspensas pela pandemia do coronavírus.

A previsão é de que as escolas possam ser reabertas em 3 de julho. Isso porque a retomada das atividades na educação está planejada para a terceira fase do plano da prefeitura. A princípio, cada fase terá duração de 15 dias. No entanto, caso a epidemia volte a se agravar na capital, as fases poderão ser estendidas.

Quando a reabertura das escolas for iniciada, a prefeitura ainda prevê uma série de restrições. Primeiro, voltarão a funcionar as creches municipais para crianças a partir de dois anos, mas somente com comprovação de que os pais estejam trabalhando. Também retomarão as atividades as escolas públicas e privadas do 5º ao 9º anos, mas com sistema de rodízio para evitar aglomerações.

A partir da quarta fase do plano, que deve se iniciar na segunda quinzena de julho, pré-escolas públicas e privadas serão reabertas, assim como séries específicas do ensino fundamental e médio, além de cursos pré-vestibular. As instituições de ensino superior só retornam na última fase do plano, a princípio em meados de agosto.

Consultas retomadas

Enquanto as escolas permanecem fechadas, Crivella tomou uma decisão estratégica para evitar possível pressão sobre o sistema de saúde e óbitos não ligados ao coronavírus. A Prefeitura carioca retomou a partir de hoje os atendimentos de consultas ambulatoriais agendadas.

A medida vem após a administração municipal constatar um aumento no número de mortes por doenças crônicas. Na prática, isso atesta que grande parte da população paralisou seus tratamentos por conta da pandemia.

As consultas e novos agendamentos estavam suspensos no Rio desde 21 de março, quando a medida foi tomada para tentar desafogar o sistema de saúde e reservar mais leitos para o tratamento de pacientes com a covid-19.

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