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Coronavírus

Com 50 mil mortes por covid, pandemia piora e restrições vão aumentar em SP

João Doria ao lado de Jean Gorinchteyn e Dimas Covas durante atualização do Plano São Paulo há dez dias - PAULO GUERETA/ESTADÃO CONTEÚDO
João Doria ao lado de Jean Gorinchteyn e Dimas Covas durante atualização do Plano São Paulo há dez dias Imagem: PAULO GUERETA/ESTADÃO CONTEÚDO

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/01/2021 18h58

O estado de São Paulo acumula hoje mais de 50 mil mortos em decorrência da covid-19 desde o início da pandemia no estado, em março de 2020: 50.318. No total, 1.644.225 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. No estado, a taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) é de 69,7%% (70,% na região metropolitana).

Diante da situação que piora cada vez mais, o governo João Doria (PSDB) deve anunciar na próxima sexta-feira mais restrições para o estado, que não tem nenhuma região com índices que justifiquem uma flexibilização. Novas regiões passarão da fase amarela para a laranja, segundo apuração do UOL.

Na tarde de hoje, o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn disse olhar com preocupação o aumento nas curvas paulistas. Segundo ele, será necessário que regiões do estado podem regredir à fase vermelha: "Não se pode passar pelo que Manaus está passando", disse à GloboNews.

Esta será a segunda vez que o aumento nos números de casos e internações faz com que o estado tenha que antecipar a readequação do Plano São Paulo. Ele seria atualizado no dia 5 de fevereiro, mas foi remanejado na semana passada.

Na ocasião, oito regiões regrediram da fase amarela para a laranja. A região de Marília foi direto para a fase vermelha, onde só está permitido o funcionamento de setores essenciais.

Essa nova atualização do programa será feita após pedido do Centro de Contingência ao Coronavírus, pasta independente que monitora as ações do governador João Doria (PSDB) no combate à pandemia, que identificam uma piora progressiva da pandemia no Estado.

Pico em 20 de janeiro

Os médico infectologistas e epidemiologistas já esperavam que as aglomerações geradas pelas festas de Natal e Réveillon, no final do ano passado, impactassem a pandemia em todo país.

Já no início de janeiro, prefeitura e governo estadual anunciaram medidas, como a realocação de leitos e a contratação de quartos de hospitais privados para conseguir suprir a demanda que, pelas projeções, chegaria a seu ápice a partir do dia 20 de janeiro, amanhã.

Mesmo assim, autoridades paulistas entenderam que o cenário ainda não demandava um retorno de todas as cidades à fase laranja.

Foi por isso, também, que o Centro de Contingência criou um "subgrupo", que estabeleceu uma nova métrica de monitoramento dos índices do Plano SP, com a intenção de endurecer a quarentena nas regiões.

Sem decisão para a capital

Ainda não há uma decisão sobre o futuro da capital paulista, que integra a região da "Grande São Paulo" no Plano. O governo determina se a cidade segue na fase amarela ou passa para a fase laranja na manhã de sexta, antes da coletiva de imprensa marcada para 12h45 no Palácio dos Bandeirantes, zona sul de São Paulo.

Na semana passada, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, disse que, apesar de registrar 69% de ocupação de leitos de UTI, a capital paulista não regrediu para a fase laranja pois ainda possuía outros índices, como a transmissão do vírus a cada 100 mil habitantes, em nível de fase verde e amarela.

O cenário, no entanto, já mudou. Médicos do comitê ouvidos pela reportagem afirmam que nenhuma região do Plano São Paulo possui índices de fase verde ou amarela.

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