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Coronavírus

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Paciente tem alta e lembra horror em Manaus: morriam do meu lado 1, 2, 3, 4

Francinete Binda Dutra deixou Hospital Universitário de Teresina seis dias após ser transferida de Manaus - Romário Farias/Divulgação/HU/UFPI
Francinete Binda Dutra deixou Hospital Universitário de Teresina seis dias após ser transferida de Manaus Imagem: Romário Farias/Divulgação/HU/UFPI

Yala Sena

Colaboração para UOL, em Teresina

21/01/2021 21h04

"Aqui renasci de novo, estou renascida". Com essas palavras, sentada em uma cadeira de rodas e segurando uma placa "O Piauí abraça Manaus, eu venci a covid", Francinete Binda Dutra, 57, deixou hoje o HU (Hospital Universitário) em Teresina. Ela foi uma das nove pessoas transferidas da capital amazonense para a piauiense.

Mais três pacientes de Manaus tiveram hoje alta médica, subindo para cinco os que se recuperaram da covid-19. Na última sexta-feira (15), nove pacientes foram transferidos para Teresina em decorrência da falta de oxigênio nos hospitais de Manaus. Quatro permanecem internados, sendo que dois estão na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Francinete Dutra lembrou dos momentos de horror que passou com falta de oxigênio no hospital da capital amazonense.

Eu não tinha mais fôlego, não tinha oxigênio pra gente. Você olhando as pessoas pedindo ajuda e morrendo ao seu lado, um, dois, três, quatro, cinco. É muito triste, mas eu venci com a fé
Francinete Binda Dutra

A amazonense conta que pensou que não resistiria. "Eu vi tanta morte ao meu lado, ao redor, de cinco, três corpos do meu lado e eu (pensando que) seria a próxima, mas Deus foi tão bom e me transferiram pra cá", disse.

pacientes teresina - Romário Farias/Divulgação/HU/UFPI - Romário Farias/Divulgação/HU/UFPI
Pacientes transferidos de Manaus posam com médicos ao deixarem o Hospital Universitário de Teresina
Imagem: Romário Farias/Divulgação/HU/UFPI

Além dela, as outras três pessoas que vieram de Manaus e já deixam o hospital elogiaram a transferência para Teresina. Primeiro a deixar o HU, o motorista Danilo Moura de Araújo, 30, agradeceu por estar vivo e disse que o novo coronavírus é uma doença "maldita" e pediu que as pessoas tenham cuidado.

"Agradecer e refletir por essa oportunidade que tive. O atendimento aqui foi perfeito, maravilhoso. Graças a Deus foi rápido", afirmou.

O venezuelano Leonardo Rafael Perez Cova, 46, foi outro a relembrar o drama que sofreu em Manaus. "Cheguei aqui muito ruim, mas fui muito bem atendido. Estou apenas com um pouco de cansaço, mas estou muito bem", disse o venezuelano que trabalha como autônomo e mora há dois anos em Manaus.

A direção do HU informou que os pacientes de Manaus internados também evoluem bem e devem receber alta nos próximos dias.

De acordo com boletim divulgado ontem pela Sesapi (Secretaria Estadual de Saúde), o Piauí tem 2.985 mortes e mais de 153 mil casos confirmados com tendência de crescimento de casos na média móvel.

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