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Lira se reunirá com governadores para discutir ações contra a pandemia

Segundo a assessoria de Lira, todos os 27 governadores foram convidados para um almoço amanhã (2) - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Segundo a assessoria de Lira, todos os 27 governadores foram convidados para um almoço amanhã (2) Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

01/03/2021 14h18Atualizada em 01/03/2021 14h32

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), vai se reunir amanhã com governadores para discutir ações contra a pandemia da covid-19, informou a assessoria do parlamentar.

Segundo a equipe dele, todos os governadores foram convidados para o almoço na Residência Oficial da Presidência da Câmara.

No último sábado (27), pelo Twitter, Arthur Lira disse que conversaria com os governadores para que deem sugestões para a formulação do Orçamento de 2021, em discussão no Congresso Nacional, e para medidas legislativas emergenciais contra a covid-19.

"Neste momento em que inúmeros governadores estão tendo que tomar a difícil decisão do lockdown, é hora de contribuir, buscando novas alternativas e novas vias legais para, juntos, mitigarmos essa crise", escreveu.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu Arthur Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) no Palácio da Alvorada.

Em entrevista hoje à Record TV, Lira disse que o país poderá ter cerca de 140 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 disponíveis nos meses de março, abril e maio, mas não detalhou de onde viriam esses imunizantes.

A reunião de Lira com os governadores acontece em meio ao pior momento da pandemia da covid-19 no país e a um novo conflito do presidente Bolsonaro com os mandatários estaduais.

Diversos estados voltaram a implementar medidas mais restritivas de circulação de pessoas e de funcionamento do comércio devido à falta de leitos suficientes de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Bolsonaro critica as restrições e tem participado de eventos com aglomerações.

Ontem, pelo segundo dia consecutivo, o Brasil bateu um novo recorde e registrou a pior média de mortes por covid-19 em toda a pandemia. Foram, em média, 1.208 óbitos nos últimos sete dias, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

No país, já são ao menos 255.018 mortos pela covid-19. Um total de 10.549.129 de pessoas testou positivo para o coronavírus desde o começo da pandemia.

Os governadores reclamam da falta de previsibilidade no fornecimento de vacinas e cobram o governo federal para que volte a financiar leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19. E isso gerou novos desentendimentos entre os Executivos federal e estaduais.

Pelo menos 19 governadores assinaram uma carta divulgada hoje na qual contestam Bolsonaro por uma postagem na qual ele listou valores que o governo federal teria repassado em 2020 a cada estado.

Os recursos efetivamente repassados para a área da saúde são uma quantia "absolutamente minoritária" dentro do montante publicado pelo presidente, de acordo com o documento dos governadores. Eles afirmam que os dados são distorcidos porque englobam repasses obrigatórios pela Constituição Federal, que estão previstos pelo pacto federativo.

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