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SP: Consórcio do ABC espera resposta sobre pedido de lockdown até segunda

Prefeitos do ABC pediram ao governador Doria para que adote lockdown em toda a região metropolitana - Mister Shadow/Estadão Conteúdo
Prefeitos do ABC pediram ao governador Doria para que adote lockdown em toda a região metropolitana Imagem: Mister Shadow/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

19/03/2021 08h37Atualizada em 19/03/2021 10h09

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), disse que o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC vai esperar até a próxima segunda-feira (22) uma resposta ao pedido feito ontem ao governo de São Paulo para um lockdown na região metropolitana visando o controle da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista à Rede Globo, Paulo Serra disse que 19 cidades da Grande São Paulo endossam o pedido, mas que o sentimento é de todos os municípios. O prefeito de Santo André também é presidente do consórcio que representa a região do ABC.

"A gente vai aguardar até segunda-feira para que o estado se manifeste sobre nosso pedido. Oficialmente são 19 cidades, mas o sentimento das 39 cidades da região metropolitana", disse Paulo Serra.

Segundo o prefeito, uma alternativa discutida entre as cidades da região, em caso de negativa do governo, seria repetir a capital e antecipar feriados. Ontem, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou um megaferiado a partir do dia 26 de março visando diminuir a circulação de pessoas no período.

Para Serra, a decretação de um lockdown apenas em parte da região metropolitana não teria o mesmo efeito de cidades do interior que adotaram a medida.

"Caso o governo do estado não se manifeste, vamos analisar aqui nas cidades o segmento dessas medidas tomadas pela capital, adoção da antecipação de feriados. As medidas individuais não surtem efeito na região metropolitana da mesma forma que a gente viu lá em Araraquara, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, são regiões completamente diferentes", disse.

No limite

Para Paulo Serra, a necessidade de medidas mais restritivas é urgente, uma vez que a região tem apresentado um aumento diário de internações por covid-19, sendo que a taxa de transmissão permanece alta.

"O que a gente busca é que em uma região tão conturbada como é a região metropolitana de São Paulo haja uma implementação de restrição de circulação estadual. As cidades já chegaram no seu limite", disse.

O que diz o governo

Também em entrevista à TV Globo, o secretário do Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, lembrou que o estado está desde a última segunda-feira (15) na fase emergencial, a mais restritiva do plano São Paulo, mas que de acordo com regramento determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) os municípios têm competência para serem ainda mais restritivos.

"Muitos estão sendo, estamos observando vários casos (...) O estado apoia esses municípios, de acordo com regramento jurídico brasileiro. Portanto, aqui na Grande São Paulo temos 39 municípios, alguns pensam em terem mais medidas mais restritivas e devem fazê-lo, o estado irá apoiar essas medidas, outros estão seguindo as medidas da fase emergencial, e nós vamos mobilizar todos eles para que possam seguir medidas implementadas hoje para que a gente possa colher o resultado em termos de desaceleração da pandemia", disse.

Segundo ele, o governo de São Paulo sempre tomou as medidas de acordo com a ciência. "Se o Centro de Contingência apontar que devemos ter mais medidas, assim o faremos, trabalhando em conjunto com as prefeituras para atingir o resultado que é a desaceleração do vírus."

O que é lockdown?

Epidemiologistas têm recomendado lockdown como forma de controlar a disseminação do novo coronavírus e diminuir a pressão no sistema hospitalar, que está entrando em colapso em muitas cidades do Brasil. Araraquara, no interior de São Paulo, apresentou melhora na epidemia com a adoção da medida, também utilizada em países da Europa como Portugal e Reino Unido

Lockdown refere-se ao bloqueio total de uma região, imposta pelo Estado ou pela Justiça. É a medida mais rígida adotada durante situações extremas, como uma pandemia.

O cidadão é restrito de circular áreas públicas sem motivos emergenciais, cruzar fronteiras e muitas vezes pode haver toque de recolher. A fiscalização é feita pelo governo.

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