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5 meses

Após quase 50 dias, estado de SP volta a ter ocupação de UTIs abaixo de 80%

Apesar da queda, estado tem hoje 3.690 pacientes a mais internados com covid-19 do que há pouco mais de um mês e meio - Rodrigo Félix Leal/ANPr
Apesar da queda, estado tem hoje 3.690 pacientes a mais internados com covid-19 do que há pouco mais de um mês e meio Imagem: Rodrigo Félix Leal/ANPr

Do UOL, em São Paulo

24/04/2021 16h13Atualizada em 24/04/2021 16h53

O estado de São Paulo voltou a registrar hoje, após mais de um mês e meio, a ocupação dos seus leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) abaixo dos 80%. Foram 48 dias desde 7 de março, quando o índice passou de 80%, chegou a atingir 92% no início de abril, e só ficou abaixo do patamar considerado crítico hoje, marcando 79%.

Segundo dados da Secretaria de Saúde paulista, não só o estado está agora abaixo de 80%, mas também a região da Grande São Paulo, que registra ocupação de 78,2%. A queda nas taxas reflete a tendência de desaceleração da pandemia de covid-19, após um pico da segunda onda.

Com os dados fechados da última semana epidemiológica, que foi do último domingo (18) até hoje, o estado consolidou a sua primeira queda de casos, mortes e internações em dois meses.

Seguindo a tendência apresentada ontem pelos dados da gestão paulista, São Paulo teve uma queda de 21,8% em mortes, 15,7% em casos e 6,8% em internações. Os dados são em comparação com a semana anterior, que foi do dia 11 ao 17.

Mesmo assim, os patamares diários de mortes e novos diagnósticos de pessoas contaminadas pelo coronavírus seguem altos. Nas últimas 24 horas, foram registrados 875 óbitos causados pela covid-19 e 16.271 novos casos da doença.

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, São Paulo já acumula 2.827.833 casos de covid-19 e 92.548 mortes causadas pela doença.

UTIs têm mais internados

Apesar da queda na taxa de ocupação, São Paulo tem hoje mais pessoas internadas com covid-19 em terapia intensiva do que no início de março. Os índices de ocupação são menores porque o estado seguiu abrindo novos leitos nas últimas semanas, com o objetivo de tentar evitar a falta de assistência adequada a pacientes, o que acabou acontecendo mesmo assim, com a morte de pacientes na fila de espera por leitos.

Em 8 de março, logo após o estado atingir 80% de ocupação, São Paulo tinha 8.427 pessoas internadas em UTIs e outras 10.622 em enfermarias. Hoje, são 10.678 em UTIs e 12.004 em enfermarias. No total, são 22.739 pacientes se recuperando da covid-19, enquanto há pouco mais de um mês eram 19.049 pessoas —3.690 a menos.

Segundo a gestão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em março do ano passado, o estado tinha 5.786 leitos de UTI, sendo 1.724 na rede privada e 4.062 da rede pública e filantrópica. No mês passado, esses números chegaram a 14.414 leitos de UTI para a covid-19, sendo 4.340 na rede particular e 10.074 da rede pública e filantrópica.

2ª etapa da fase de transição

Começou hoje em todo o estado a segunda etapa da fase de transição do Plano São Paulo, que tem previsão para vigorar por uma semana, até dia 30. Segundo o governo paulista, no último dia de abril será anunciada uma nova definição sobre as medidas restritivas, que começa a vigorar em 1º de maio.

Após a liberação da realização de missas e cultos religiosos presenciais e a reabertura do comércio há uma semana, a segunda etapa se concentra na retomada das atividades do setor de serviços. Restaurantes, salões de beleza e barbearias podem funcionar no mesmo horário que o comércio em geral, das 11h às 19h, mas sempre com limitação de 25% da capacidade dos estabelecimentos.

As academias poderão funcionar das 6h às 19h, com funcionamento máximo de oito horas por dia. Também estão liberadas as atividades culturais no estado, mas dentro do limite de ocupação de 25% e apenas das 11h às 19h.

Hoje também voltaram a funcionar os parques estaduais. As unidades localizadas na capital paulista estarão abertas das 6h às 18h, nos dias úteis e fins de semana, segundo a gestão de Doria. A recomendação da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente é que os parques sejam frequentados majoritariamente para atividades físicas.

A fase de transição em vigor em todo o estado foi uma estratégia do governo paulista para unificar a flexibilização das medidas restritivas e a reabertura das atividades econômicas em todo o território paulista. No modelo tradicional do Plano São Paulo, o estado é subdivido em regiões, e cada uma delas pode ficar nas fases vermelha, laranja, amarela e verde, que determinam diferentes graus de restrições.

Segunda etapa da fase de transição começa neste sábado (24) em São Paulo - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo
Segunda etapa da fase de transição começa neste sábado (24) em São Paulo
Imagem: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

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