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Gabbardo: Variante indiana não é confirmação de 3ª onda de covid-19

João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Colaboração para o UOL

25/05/2021 09h31Atualizada em 25/05/2021 09h45

João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, afirmou ser necessário combater a propagação da variante indiana do vírus. Em entrevista ao canal CNN, Gabbardo disse que a nova cepa não necessariamente implicará em uma terceira onda da doença no Brasil.

"O fato de aparecer uma variante não significa que teremos uma terceira onda ou recrudescimento da segunda onda", falou o coordenador-executivo. Ele apontou que ainda não há dados para confirmar se essa cepa é mais transmissível ou causaria quadros mais graves.

A variante indiana foi confirmada no Maranhão e é investigada em outros estados, como Distrito Federal, Ceará, Pará e Rio de Janeiro. Por isso, Gabbardo enfatizou ser necessário tomar precauções.

"Temos que trabalhar em três aspectos diferentes: as medidas de barreiras sanitárias, estarmos preparados uma maior necessidade de leitos de UTI e a aceleração da vacinação", falou.

O coordenador-executivo disse também ser preciso respeitar as outras recomendações de segurança, como distanciamento social e uso de máscara, para evitar aumento de números de morte e transmissão do coronavírus. "Qualquer ambiente pode aumentar ou reduzir a capacidade de transmissão, depende do comportamento das pessoas", completou.

Medidas de precaução

Hoje, a Prefeitura de São Paulo vai começar uma triagem de passageiros vindos do Maranhão em aeroportos, rodoviárias e rodovias de acesso à cidade. A providência foi decretada em tentativa de barrar a variante indiana. A análise dos viajantes será feita por 14 dias.

Pessoas com sintomas de infecção de coronavírus serão encaminhadas para os serviços de saúde de São Paulo. Já no Distrito Federal, um homem é monitorado pela secretaria de Saúde do estado, por suspeita de que ele tenha contraído a cepa indiana da doença.

O passageiro vindo da Índia é brasileiro, mas reside na Ásia, segundo o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto. No voo que o homem investigado tomou para o Brasil, havia uma pessoa diagnosticada com a cepa indiana. Antes de chegar em Brasília, o passageiro passou por aeroportos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo Okumoto, o homem, que viajou a passeio, está isolado em casa e foi examinado por profissionais da secretaria de Saúde do DF. Eles também coletaram material para o teste de RT-PCR, cujo resultado deve sair ainda hoje.

Enquanto isso, o governador do Ceará, Camilo Santana, enviou ofícios para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedindo maior controle sanitário no aeroporto Internacional de Fortaleza.

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