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Palco de atentados, Sri Lanka é um mosaico étnico e religioso

Em Paris

21/04/2019 11h57

Palco de uma série de atentados que deixou 207 mortos hoje, o Sri Lanka é uma ilha do oceano Índico que abriga um mosaico étnico e religioso e sofre mais de 30 anos de conflito dos separatistas tâmeis.

Localizada frente à ponta sul do subcontinente indiano, a ilha de 65.000 quilômetros quadrados tem 21,4 milhões de habitantes. Destes, dois terços são cingaleses.

Os tâmeis, segunda etnia do país, representam algo mais de 15% da população e estão concentrados no norte e nordeste do país.

A grande maioria dos habitantes do Sri Lanka é budista (70%, essencialmente cingaleses), enquanto os hindus, principalmente tâmeis, representam 12%, os muçulmanos, 10%, e os cristãos, em torno de 7%.

Antigo Ceilão, o Sri Lanka se tornou colônia britânica em 1815, após estar sob controle português (1505-1656) e holandês (1656-1796). O último rei cingalês reinou de 1798 a 1815. A ilha obteve independência do Reino Unido em 1948.

Arte / UOL
Imagem: Arte / UOL

Guerra civil

Os rebeldes tâmeis lançaram uma campanha pela independência em 1972. A rebelião tâmil foi esmagada em maio de 2009 pelo Exército, sob um governo de maioria cingalesa, ao fim de uma guerra que deixou até 100.000 mortos.

Em janeiro passado, o presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, colocou como número dois do Exército um general acusado pela ONU de cometer crimes de guerra contra os separatistas tâmeis, suscitando a indignação das organizações de defesa dos direitos humanos.

Desde o fim do conflito, o turismo internacional ganhou força, com mais de dois milhões de visitantes desde 2016. Foram 448 mil em 2009.

O Sri Lanka conhece, porém, um aumento do extremismo budista, incitado por monges radicais.

Em março de 2018, decretou-se, pela primeira vez desde 2011, estado de emergência por dez dias, após distúrbios contra a minoria muçulmana que deixaram três mortos.

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