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Quatro pontos-chave no polarizado caminho de Trump para a reeleição

Donald Trump - Carlos Barria/Reuters
Donald Trump Imagem: Carlos Barria/Reuters

18/06/2019 16h56

Donald Trump é uma figura profundamente divisora, e sua aprovação popular e desempenho nas intenções de voto estão, em geral, ruins. Mesmo assim, tudo ainda pode seguir seu caminho a favor do magnata nova-iorquino e salvá-lo de se tornar um presidente republicano de apenas um mandato.

Confiram abaixo quatro fatores que poderão decidir se Trump terá mais uma vitória:

Não se importar com o voto popular

Uma peculiaridade do sistema eleitoral americano é que nem sempre é preciso ter a maioria dos votos dos eleitores para chegar à Casa Branca. O candidato precisa conquistar, na verdade, a maioria dos votos do Colégio Eleitoral. Estes votos são concedidos por cada estado, e seu número é proporcional ao tamanho de sua população.

Em geral, os resultados do voto popular e do Colégio Eleitoral convergem.

Em 2016, porém, Hillary Clinton obteve quase 2,9 milhões de votos a mais no país e - ainda assim - perdeu, porque Trump conquistou o voto popular em estados-chave suficientes. Venceu no Colégio Eleitoral por 304 votos contra os 227 da ex-secretária de Estado.

Mais uma vez, a atenção se voltará para os chamados "swing states" (aqueles que não têm um perfil democrata, ou republicano, definido) ricos em votos para o Colégio Eleitoral.

Wisconsin, Flórida, Iowa, Michigan, Ohio e Pensilvânia se destacam, depois que Trump conseguiu tirá-los das mãos dos democratas em 2016.

As últimas pesquisas de opinião mostram que Trump briga em todos os seis. É importante lembrar, porém, que ainda se está no início da corrida. Em 2016, mesmo perto do dia da votação, muitas sondagens erraram.

Ampliação da base

Depois de mais de dois anos de uma tumultuada presidência, Trump tem os níveis mais baixos de aprovação do que qualquer presidente desde os anos 1940, ficando abaixo mesmo do democrata Jimmy Carter, de acordo com números reunidos pelo site FiveThirtyEight.

Números recentes apontam para uma desaprovação de 53%, contra 42,5% de aprovação. Neste mesmo período do mandato, seu antecessor, o democrata Barack Obama, registrava uma aprovação de 47,5%.

Na verdade, Trump raramente ultrapassou essa barreira dos 40% ao longo de sua presidência.

Entre os republicanos, porém, ele conta com um alto índice de aprovação - 87% de acordo com o Instituto Gallup -, percentual que sempre se manteve perto dos 90%.

Trata-se de uma grande base eleitoral, caso o Partido Republicano consiga convencer todos a irem votar, e ainda angariar votos dos indecisos.

Máquina eleitoral

Em 2016, Trump disputou uma campanha condizente com o perfil de alguém que nunca havia disputado um cargo público eletivo antes.

Desta vez, a campanha conta com algumas lideranças conhecidas e "testadas", com um orçamento de guerra de US$ 40 milhões e com uma sofisticada estratégia para as mídias sociais.

Outro ponto é o dos voluntários que batem de porta em porta na tentativa de convencer cada um a ir votar e que espalham entusiasmo. Após coletar os dados de milhares de pessoas que esperam ver "a América Grande de Novo" (slogan do presidente), Trump tem um "exército" pronto para partir para a briga.

A depender do oponente

Trump enfrenta a incerteza de ficar meses no escuro sobre quem será seu adversário em 2020. E há muitos nomes no campo oponente: são 23 pré-candidatos democratas.

Isso significa que Trump ainda não tem como ajustar sua mensagem ao perfil, aos recursos e aos desafios oferecidos por seu futuro rival.

Se a disputa for contra Joe Biden, Trump poderá argumentar que a candidatura do ex-vice de Barack Obama é um retorno ao passado e que o "outsider" é, de fato, ele.

Se enfrentar a senadora Elizabeth Warren, cada vez mais popular, Trump vai, provavelmente, concentrar-se em sua alegação de que os democratas são socialistas de extrema esquerda. Aqui, o objetivo é assustar os eleitores de "centro", estimulando-os a sair de casa e ir votar.

No outro lado da moeda, a espera da definição do jogo dá a Trump uma enorme vantagem: enquanto os democratas se desgastam, lutando entre si, o atual presidente faz campanha, arrecada doações e acumula voluntários.

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