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Irã diz que propôs negociar acordo nuclear e EUA rejeitaram

27.jul.2019 - Ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif  - Atta Kenare/AFP
27.jul.2019 - Ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif Imagem: Atta Kenare/AFP

Em Teerã

29/07/2019 12h05

O Irã afirmou hoje que os Estados Unidos rejeitaram recentemente uma proposta de negociação que envolveria inspeções mais rigorosas em seu programa nuclear, em troca do levantamento das sanções.

"Se Washington realmente quiser um acordo, o o Irã pode transformar o protocolo adicional em lei (em 2019) e os Estados Unidos podem, ao mesmo tempo, levantar todas as sanções ilegais", disse nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Abbas Moussavi.

"Mas como já intuíamos, a proposta foi rejeitada", acrescentou.

"Nós já sabíamos que eles não são a favor de negociações ou de um acordo que dê resultados satisfatórios", disse ainda, em entrevista coletiva.

De acordo com o porta-voz, a proposta foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, durante uma recente visita a Nova York, para afastar a ideia de que "o Irã é contrário ao diálogo".

O Irã participou no domingo de uma reunião em Viena com os Estados que ainda fazem parte do acordo de monitoramento de seu programa nuclear assinado em 2015: França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China.

Os Estados Unidos abandonaram unilateralmente o pacto e reimplantaram as sanções, que prejudicaram o Irã econômica e socialmente.

As tensões se intensificaram nas últimas semanas, com ataques contra petroleiros no Golfo, imputados por Washington a Teerã, e a apreensão de embarcações de transporte de petróleo pelo regime iraniano e pelo governo britânico, respectivamente.

O Irã concordou no acordo de 2015 em assinar um protocolo adicional ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear, para que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pudessem controlar todas suas atividades nucleares.

A conversão desse protocolo em lei, de acordo com Teerã, aumentaria as condições de controle.

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