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A "maior" árvore da Amazônia mede 88 metros e está a salvo dos incêndios

Maior árvore da Amazônia tem 88 metros de altura e 5,5 metros de circunferência - AFP Photo/Setec/Rafael Aleixo/HO
Maior árvore da Amazônia tem 88 metros de altura e 5,5 metros de circunferência Imagem: AFP Photo/Setec/Rafael Aleixo/HO

Em São Paulo

03/09/2019 20h08

A "maior" árvore da floresta amazônica mede 88 metros e está no extremo norte do Brasil a salvo dos incêndios que consomem área, de acordo com um levantamento feito por pesquisadores brasileiros e britânicos.

Localizado próximo a um 'santuário' de árvores gigantes na divisa entre os estados do Pará e Amapá, o exemplar da espécie Dinizia excelsa, conhecido popularmente como Angelim vermelho, tem 5,5 metros de circunferência, detalha a investigação divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec).

A espécie é comum na região, mas seus exemplares "geralmente atingem 60 metros", disse Eric Bastos, coordenador da pesquisa realizada em agosto por cientistas da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha (UFVJM) e do British Cambridge and Swansea.

A maior árvore da Amazônia é um exemplar da espécie Dinizia excelsa, conhecido popularmente como Angelim vermelho - AFP Photo/Setec/Rafael Aleixo/HO - AFP Photo/Setec/Rafael Aleixo/HO
A maior árvore da Amazônia é um exemplar da espécie Dinizia excelsa, conhecido popularmente como Angelim vermelho
Imagem: AFP Photo/Setec/Rafael Aleixo/HO

"Temos aqui uma grande descoberta e, agora, um compromisso e preservar as maiores árvores da Amazonia", acrescentou.

As árvores foram identificadas com a utilização de sensores aéreos.

Graças à sua localização remota, elas estão fora das áreas afetadas pelos incêndios, disseram fontes da Setec à AFP hoje. Na selva, o fogo é geralmente causado por mãos humanas, através do desmatamento.

Nas últimas semanas, os focos de incêndio se multiplicaram em todo o Brasil.

De janeiro a 2 de setembro, os satélites do Instituto de Observação Espacial do Inpe responderam por 93.175 focos - recorde desde 2010 para esse período - 51,9% deles na região amazônica.

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