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Australiano sobrevive a ataque de crocodilo

O guarda florestal Craig Dickmann que sobreviveu ao ataque  - Reprodução ABC
O guarda florestal Craig Dickmann que sobreviveu ao ataque Imagem: Reprodução ABC

16/11/2019 08h01

Um guarda florestal australiano escapou do ataque de um crocodilo ao enfiar o dedo em um olho do animal.

Craig Dickmann, que decidiu pescar no domingo passado em uma área remota do norte da Austrália conhecida como "o país dos crocodilos", disse que o animal de 2,8 metros o seguiu quando ele deixava a praia.

"Quando me virei para ir embora, a primeira coisa que vi foi a cabeça dele vindo na minha direção", declarou à imprensa na sexta-feira na cama de um hospital da cidade de Cairns, no estado de Queensland.

Dickmann disse que o animal mordeu uma de suas pernas. "O barulho vai me assombrar para sempre, o som do estalar de suas mandíbulas", disse.

O homem de 54 anos lutou com o animal na praia e tentou arrastá-lo para a água. Dickmann enfiou o polegar em um olho do crocodilo porque que era o único ponto "macio" que encontrou no animal.

"Os olhos se retraíram bastante e, quando você continua de maneira suficiente, consegue sentir o osso. Então eu apertei o máximo que pude", disse Dickmann. Depois de alguns minutos, ele disse que conseguiu subir no animal e apertou suas mandíbulas.

"E então, acho que eu e o crocodilo tivemos um momento em que pensamos 'bem o que faremos agora?'". O australiano disse que empurrou o crocodilo para longe e o animal deslizou para a água.

O guarda florestal teve pele das mãos e pernas arrancadas no confronto e dirigiu por mais de 45 minutos até sua casa, antes de ligar para o serviço de emergência.

O departamento ambiental de Queensland matou o animal durante a semana.

O número de crocodilos de água salgada - que pode alcançar 7 metros e pesar uma tonelada - explodiu desde que o animal foi declarado espécies protegida em 1970, mas os ataques a pessoas são raros.

De acordo com o governo local, o último ataque havia acontecido em janeiro 2018 no Estreito de Torres, enquanto o último ataque fatal ocorreu em outubro de 2017 em Port Douglas.

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