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Chefe da Autoridade Palestina se nega a conversar com Trump sobre plano de paz

Presidente dos EUA Trump receberá primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e líder da oposição, Benny Gantz, para apresentar plano para o Oriente Médio, que Israel considera "histórico". - Tom Brenner/Reuters
Presidente dos EUA Trump receberá primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e líder da oposição, Benny Gantz, para apresentar plano para o Oriente Médio, que Israel considera "histórico". Imagem: Tom Brenner/Reuters

Da AFP, em Ramallah (Territórios palestinos)

27/01/2020 12h33

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, rejeitou nos últimos meses vários convites do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para falar sobre o plano de paz americano para o Oriente Médio, disseram autoridades palestinas à AFP nesta segunda-feira.

Trump recebe hoje o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, assim como o líder da oposição Benny Gantz, para apresentar nas próximas horas um plano americano para o Oriente Médio, que Israel considera "histórico".

Esse plano inclui, de acordo com os palestinos, a anexação por Israel do Vale do Jordão, uma área agrícola e estratégica que representa cerca de 30% da área ocupada da Cisjordânia e as colônias israelenses na Cisjordânia, bem como o reconhecimento oficial de Jerusalém como capital única e indivisível de Israel.

Os palestinos rejeitaram a priori esse plano e indicaram que não haviam sido convidados para Washington para a ocasião.

No entanto, altas autoridades palestinas confirmaram à AFP que Trump tentou várias vezes nos últimos meses entrar em contato com Mahmoud Abbas, especialmente através de terceiros, mas que este último se recusou a responder.

"Não haverá conversas com os americanos até que eles reconheçam a solução de dois Estados", ou seja, um Estado palestino viável junto ao de Israel, disse uma das autoridades que pediram o anonimato.

Os líderes palestinos cortaram todo contato formal com a Casa Branca desde que Trump reconheceu, em dezembro de 2017, Jerusalém como a capital de Israel, enquanto os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a parte da cidade santa ocupada e anexada por Israel a capital do Estado a que aspiram.

Além de reafirmar seu apoio às resoluções anteriores da ONU, a reação internacional ao plano dos Estados Unidos permanece incerta.

A União Europeia certamente reafirmará seu apoio à chamada "solução de dois estados", disseram dois diplomatas europeus à AFP.

Nesse sentido, o presidente francês Emmanuel Macron se encontrou na semana passada com o primeiro-ministro israelense em Jerusalém e com o presidente Abbas em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

"Perguntamos a Macron o que ele fará especificamente se os israelenses anexarem o vale do Jordão", após o anúncio do plano dos EUA, disse uma segunda autoridade palestina, também sob anonimato, referindo-se às conversas da semana passada entre o presidente francês e seu colega palestino.

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redetv

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