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Um dia depois do julgamento do caso George Floyd, mais um cidadão negro é morto pela polícia nos EUA

Um manifestante levanta o punho durante um comício em solidariedade ao movimento Black Lives Matter,em 6 de junho de 2020 - NIKOLAY DOYCHINOV/AFP
Um manifestante levanta o punho durante um comício em solidariedade ao movimento Black Lives Matter,em 6 de junho de 2020 Imagem: NIKOLAY DOYCHINOV/AFP

21/04/2021 20h28

Washington, 21 Abr 2021 (AFP) - Um afro-americano foi morto a tiros pela polícia na Carolina do Norte nesta quarta-feira (21), um dia depois do veredicto de culpa ao ex-policial Derek Chauvin pelo assassinato do cidadão negro George Floyd em Minneapolis no ano passado.

Andrew Brown Jr. "foi mortalmente ferido" por um policial que foi lhe entregar uma ordem de revista em Elizabeth City, disse o xerife do condado de Pasquotank, Tommy Wooten, durante uma coletiva de imprensa.

Elizabeth City é uma pequena cidade da Carolina do Norte, estado do sudeste dos Estados Unidos.

Segundo a imprensa local, que cita testemunhas, Brown levou um tiro enquanto se afastava dos policiais em seu carro.

Com 40 anos e pai de dez filhos, Brown estava desarmado, segundo sua família, citada pela emissora de TV local WAVY.

A morte de Brown ocorre no dia seguinte ao veredicto histórico no julgamento contra o ex-policial Derek Chauvin, declarado culpado de assassinado em segundo e terceiro graus e homicídio culposo pela morte de Floyd em Minneapolis, Minnesota, durante sua detenção em 25 de maio de 2020.

A alegria provocada pelo veredicto de culpa de Chauvin foi ofuscada pela morte de uma adolescente negra em Columbus, Ohio, menos de uma hora antes da divulgação do resultado do julgamento.

Ma'Khia Bryant, de 16 anos, morreu nas mãos de um policial quando parecia estar atacando uma pessoa com uma faca.

Wooten prometeu "transparência" no incidente que levou à morte de Brown na Carolina do Norte.

A câmera acoplada no uniforme do policial que matou Brown estava funcionando, acrescentou o xerife, que disse ainda não ter visto as imagens.

A investigação está a cargo do birô de investigações da Carolina do Norte.

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