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Situação da pandemia em Cuba 'continua preocupante', diz Opas

A organização atribuiu o aumento de casos de coronavírus no país à variante delta - iStock
A organização atribuiu o aumento de casos de coronavírus no país à variante delta Imagem: iStock

04/08/2021 18h19

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) disse nesta quarta-feira (4) que a situação da pandemia de covid-19 em Cuba "continua preocupante", atribuindo o aumento recorde de infecções à disseminação da variante delta, altamente contagiosa.

Apesar de o país estar fechado ao turismo de massa, com exceção das praias de Varadero e dos Cayos, durante as duas últimas semanas de julho os casos confirmados de covid-19 continuaram aumentando, disse o diretor de Emergências em Saúde da Opas, Ciro Ugarte.

"A situação em Cuba é complicada. Isso se deve à variante delta, que foi reportada pelas autoridades em várias partes do país, e que ainda há uma quantidade significativa de população suscetível", explicou.

O especialista também destacou uma realidade econômica "atualmente muito difícil em Cuba", com "longas filas para obter alimentos" e "um esgotamento da população quanto às medidas para se proteger da pandemia".

De acordo com o último relatório da Opas, de 18 a 24 de julho, 51.081 casos de covid-19 foram notificados em Cuba (+ 21,1% em relação à semana anterior) e 446 mortes (+78). De 25 a 31 de julho, ocorreram 61.375 infecções (+ 16,8%) e 494 mortes (+48).

As infecções excedem as relatadas nas semanas anteriores. "Ainda estamos em uma fase de transmissão muito ativa", disse Ugarte.

As taxas de incidência de casos positivos só diminuíram em relação às duas semanas anteriores na província de Matanzas (-41%) e no município especial Ilha da Juventude (-7%). "Em todos os outros locais os casos aumentaram em relação aos últimos 14 dias", frisou.

Entre as províncias com maior aumento de infecções estão Artemisa (+ 59,7%), Cienfuegos (+ 59,6%) e Havana (+ 54,4%). No entanto, Ugarte destacou como "positivo" o aumento da vacinação na ilha, que espera manter o seu ritmo "para reduzir o número de mortes e casos graves".

"O impacto teria sido maior se essa vacinação anterior não tivesse sido iniciada, principalmente para profissionais de saúde e em territórios de alto risco como Havana", disse ele.

Cuba começou a imunizar sua população em meados de maio com vacinas candidatas desenvolvidas na ilha.

Até 31 de julho, mais de 4 milhões de pessoas em Cuba haviam recebido pelo menos uma dose de uma das candidatas ou da vacina Abdala, aprovada em 9 de julho pelas autoridades reguladoras cubanas. Isso representa 35,7% da população do país.

Nas últimas duas semanas, Cuba ocupou o primeiro lugar na América Latina e o quarto lugar no mundo em número de infecções por covid-19 por 100.000 habitantes.

Em número de mortes por 100.000 habitantes, a ilha ocupou o terceiro lugar na América Latina (depois do Paraguai e da Argentina) e o nono no mundo, segundo dados oficiais compilados pela AFP.

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