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Vigiadas por Talibã, afegãs protestam em Cabul para denunciar 'silêncio' internacional

26.out.21 - Mulheres seguram cartazes durante um protesto em Cabul, conclamando a comunidade internacional a se manifestar em apoio aos afegãos que vivem sob o domínio do Talibã - JAMES EDGAR/AFP
26.out.21 - Mulheres seguram cartazes durante um protesto em Cabul, conclamando a comunidade internacional a se manifestar em apoio aos afegãos que vivem sob o domínio do Talibã Imagem: JAMES EDGAR/AFP

26/10/2021 07h24Atualizada em 26/10/2021 07h54

Um pequeno grupo de mulheres se manifestou em Cabul, nesta terça-feira (26), para denunciar o "silêncio" da comunidade internacional sobre a "situação política, social e econômica" no Afeganistão.

Os talibãs impediram os jornalistas de se aproximarem do protesto.

"Por que o mundo nos vê morrer em silêncio?" e "Direito à educação e ao trabalho" eram algumas das frases escritqas em cartazes levados pelas manifestantes, que se apresentaram como membros do "movimento espontâneo de mulheres militantes no Afeganistão".

"A cada dia, a pobreza faz estragos, nossos filhos morrem, os homens não têm trabalho, se suicidam, e o mundo se cala", afirmou Husna Saddat, uma das participantes.

"Por que e por quanto tempo teremos que permanecer prisioneiras em casa? Por que ninguém está nos ouvindo? Por que as mulheres não têm mais o direito de participar da nossa sociedade?", completou Saddat.

Originalmente previsto para acontecer próximo à missão da ONU no Afeganistão (Unama), o protesto se deslocou, no último minuto, para a entrada da antiga "zona verde", onde ficam os prédios evacuados por várias embaixadas após a tomada do poder pelo Talibã em agosto.

"Pedimos ao secretário-geral das Nações Unidas que apoie nossos direitos, à educação, ao trabalho (...) Hoje estamos privadas de tudo", disse à AFP Wahida Amiri, uma das organizadoras.

Embora essas manifestações sejam proibidas pelo Talibã e tenham sido reprimidas com violência desde que chegaram ao poder, Amiri fez questão de afirmar que não têm nada contra os novos governantes: "Queremos apenas nos manifestar pacificamente".

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