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Dois membros da católica Caritas morrem em ataque em Mariupol

10.abr.2022 - Túmulos de civis mortos durante o conflito Ucrânia-Rússia são vistos ao lado de prédios de apartamentos na cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia - 10.abr.2022 - Alexander Ermochenko/Reuters
10.abr.2022 - Túmulos de civis mortos durante o conflito Ucrânia-Rússia são vistos ao lado de prédios de apartamentos na cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia Imagem: 10.abr.2022 - Alexander Ermochenko/Reuters

12/04/2022 13h17Atualizada em 12/04/2022 13h39

Dois membros da organização católica Caritas e cinco familiares morreram em março durante um ataque em Mariupol, cidade ucraniana sitiada há mais de 40 dias pelo Exército russo - anunciou a entidade religiosa nesta terça-feira (12).

O ataque "provavelmente ocorreu em 15 de março, quando um tanque disparou contra o prédio em que se localizava a sede da Caritas em Mariupol, matando dois funcionários e cinco de seus parentes", disse a Caritas Internationalis em um comunicado.

Especializada na assistência aos pobres e refugiados, a organização informou que "ainda não tem elementos suficientes para determinar o que aconteceu", mas acredita que, "provavelmente, os funcionários da Caritas e suas famílias se refugiaram naquele centro durante um bombardeio".

O portal de notícias da Santa Sé, Vatican News, disse que o ataque foi lançado de um tanque russo, citando "fontes locais da Caritas não identificadas".

"A família Caritas está horrorizada e abalada com esta notícia dramática", lamentou o secretário-geral da Caritas Internationalis, Aloysius John, que lançou um apelo à "comunidade internacional" para "fazer todo possível para parar rapidamente este massacre".

As forças russas continuam fechando o cerco em Mariupol, uma estratégica cidade portuária, que foi em grande parte destruída e tem uma situação humanitária dramática.

Em um tuíte, o conselheiro presidencial ucraniano Mikhailo Podoliak disse que "dezenas de milhares" de pessoas morreram na cidade, e "90% das casas" foram destruídas.

A conquista de Mariupol, que tinha uma população de cerca de 500.000 habitantes, permitiria aos russos consolidar suas conquistas territoriais na faixa costeira do Mar de Azov, unindo, assim, as regiões de Donbass com a península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.

Segundo as autoridades pró-Rússia, as perdas civis foram de cerca de 5.000 pessoas, com "60%-70%" das casas destruídas.