PUBLICIDADE
Topo

Guerra da Rússia-Ucrânia

Notícias do conflito entre Rússia e Ucrânia


Conteúdo publicado há
1 mês

Japão pede a China 'papel responsável' na crise da Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores do Japão pediu a China que desempenhe um "papel responsável" na crise pela invasão russa da Ucrânia - Ted Aljibe/AFP
Ministro das Relações Exteriores do Japão pediu a China que desempenhe um "papel responsável" na crise pela invasão russa da Ucrânia Imagem: Ted Aljibe/AFP

18/05/2022 06h49Atualizada em 18/05/2022 07h07

O ministro das Relações Exteriores do Japão pediu a China que desempenhe um "papel responsável" na crise pela invasão russa da Ucrânia, durante a primeira conversa com o seu colega em Pequim em seis meses.

O Japão se uniu aos países ocidentais ao adotar sanções contra a Rússia, mas a China evitou condenar a invasão iniciada por Moscou.

O ministro japonês Yoshimasa Hayashi disse ao colega chinês Wang Yi que a invasão da Rússia "é uma clara violação da Carta das Nações Unidas e de outras leis internacionais". Ele fez um apelo para que a China desempenhe um "papel responsável em manter a paz internacional e segurança", afirmou o ministério em um comunicado.

Esta foi a primeira conversa entre os chefes da diplomacia dos países desde novembro, segundo o ministério japonês, e aconteceu em um contexto de tensões geopolíticas pela situação na Ucrânia e a crescente influência chinesa na região Ásia-Pacífico.

Preocupado com o avanço de Pequim, o presidente americano Joe Biden visita esta semana a Coreia do Sul e o Japão, onde está previsa uma reunião da aliança Quad, que também conta com Austrália e Índia, considerada um contrapeso ao poder regional da China.

"Japão e Estados Unidos são aliados, enquanto China e Japão têm um tratado de paz e amizade", afirmou o ministério chinês, que também aponto que a cooperação bilateral entre Tóquio e Washington "não deveria provocar confronto entre os lados e menos ainda prejudicar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China".

O Japão está preocupado com a expansão militar de Pequim no Pacífico, mas, ao mesmo tempo, evita disputas abertas com se principal sócio comercial.