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Países do G7 se mobilizam para ajudar a economia da Ucrânia

Foto mostram líderes durante uma videoconferência do G7 sobre a situação da Ucrânia, em fevereiro - Ludovic Marin/Pool/AFP
Foto mostram líderes durante uma videoconferência do G7 sobre a situação da Ucrânia, em fevereiro Imagem: Ludovic Marin/Pool/AFP

19/05/2022 15h36

Os países do G7 tentaram, nesta quinta-feira (19), concluir uma nova rodada de financiamento para cobrir o orçamento da Ucrânia, sem perder de vista as consequências econômicas mundiais da guerra lançada pela Rússia.

Reunidos em Königswinter, no oeste da Alemanha, os ministros de Economia dos sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Japão, Canadá, França, Itália, Reino Unido e Alemanha) começaram a calcular quanto cada um poderia contribuir no curto prazo.

Por parte dos Estados Unidos, do enorme pacote de ajuda de 40 bilhões de dólares para a Ucrânia anunciado na semana passada, cerca de US$ 7,5 bilhões deveriam ser destinados ao orçamento do país no curto prazo. A Alemanha, por sua vez, anunciou hoje uma contribuição de um bilhão de euros.

O mais urgente é dar liquidez à Ucrânia para o trimestre atual.

"Estamos recolhendo as diferentes promessas de ajuda direta para continuar financiando as funções estatais da Ucrânia com nossos meios", explicou o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, cujo país preside o G7 este ano.

Lindner afirmou que espera "outros progressos" e compromissos adicionais antes do término da reunião, na sexta-feira. O objetivo é conseguir arrecadar mais de 10 bilhões de euros para a Ucrânia.

Para manter a economia do país, Kiev calcula que são necessários 5 bilhões de dólares por mês.

- Evitar a inflação 'persistente' -"A Ucrânia precisa [...] da nossa ajuda e para agora", disse a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, ao chegar a Königswinter.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia propôs uma "nova ajuda macrofinanceira" à Ucrânia para este ano de "até 9 bilhões de euros", cerca de 9,4 bilhões de dólares.

A proporção de empréstimos e ajuda direta neste novo pacote de apoio estará na agenda das discussões do G7.

O governo britânico indicou nesta quinta-feira que prevê conceder 50 milhões de libras (59 milhões de euros) para garantir o fornecimento de eletricidade dos ucranianos, através do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).

A ofensiva russa provocou um forte aumento dos preços da energia, das matérias-primas e dos produtos agrícolas em todos os mercados mundiais.

Mas, segundo Lindner, é preciso um "sinal claro" por parte dos responsáveis políticos para evitar que a inflação se transforme em um "problema persistente" para a economia.

A explosão dos preços é especialmente perceptível nos países em desenvolvimento e agrava o risco de crise alimentar em muitas regiões do mundo.

"Estamos vendo graves consequências econômicas, especialmente para os países de baixa renda", disse o ministro da Economia alemão.

- Apelo à China -Com 60% dos países de baixa renda superendividados, ou em risco de entrar nesta situação, Christian Lindner pediu à China, "um dos principais credores do mundo", "mais transparência" em seus empréstimos aos países pobres.

"Pequim sempre foi muito reticente a esse respeito. Isso já não pode ser justificado: devemos saber rapidamente quem está endividado e como" para coordenar melhor a ajuda a esses países.

No longo prazo, as discussões relativas à reconstrução da Ucrânia "apenas começaram", enfatizou Yellen em Königswinter. Contudo, já se fala na possibilidade de utilizar os ativos russos congelados pelas sanções ocidentais.

A Alemanha acredita que se trata de um cenário "politicamente concebível", mas destacou, assim como a França, que existem muitos obstáculos legais.

"Temos que examinar cuidadosamente as limitações", comentou o ministério das Finanças francês.

A guerra lançada pela Rússia deve causar uma contração maciça da economia ucraniana, estimada em 30% pelo BERD e em até 45% pelo Banco Mundial.

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