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EUA pedem 'que todas as partes se abstenham da violência' no Equador

Chefe da diplomacia americana para a América Latina e o Caribe, Brian Nichols - Reprodução/Youtube
Chefe da diplomacia americana para a América Latina e o Caribe, Brian Nichols Imagem: Reprodução/Youtube

Da AFP

22/06/2022 16h37Atualizada em 22/06/2022 20h22

Os Estados Unidos pedem que "todas as partes se abstenham da violência" no Equador, depois de dez dias de protestos que deixaram mortos, feridos e desaparecidos, afirmou o chefe da diplomacia para a América Latina e o Caribe, Brian Nichols.

"Apoiamos os esforços para encontrar uma solução pacífica e negociada aos protestos no Equador e fazemos um apelo a todas as partes para que se abstenham da violência", destacou Nichols em um tuíte.

Os protestos contra o governo começaram em 13 de junho, impulsionados pela poderosa Confederação das Nacionalidades Indígenas (Conaie), a principal organização indígena do país, contra o aumento geral dos preços, principalmente dos combustíveis.

Cerca de 10.000 indígenas chegaram a Quito para exigir ao governo do presidente conservador Guillermo Lasso que reduza os preços, levante o estado de exceção em seis províncias do país e "desmilitarize" um parque da capital onde tradicionalmente os indígenas se reúnem, agora sob controle das forças de segurança.

Lasso, que assumiu o poder em maio de 2021, considera que eles pressionam para derrubá-lo do poder.

Em seu tuíte, Nichols se mostrou conciliador com os dois lados. "É preciso respeitar o direito à manifestação pacífica, assim como o direito dos cidadãos à segurança, à liberdade de circulação e aos serviços básicos", afirmou.

A situação no Equador é de extrema tensão.

Na terça-feira, um ataque a instalações policiais em Puyo, na Amazônia equatoriana, deixou um morto e seis uniformizados gravemente feridos, disse o ministério do Interior, que também registrou 18 policiais "desaparecidos" e outros três "detidos" por indígenas.

A Aliança de Organizações dos Direitos Humanos informou dois mortos, ao menos 90 feridos e 87 detidos, enquanto a polícia comunicou por sua vez 101 agentes e militares feridos, outros 27 detidos temporariamente por manifestantes e 80 civis presos.

A Conaie já liderou várias manifestações que levaram à queda consecutiva de três presidentes entre 1997 e 2005. Em 2019, uma nova onda de manifestações pelo aumento dos preços dos combustíveis deixou 11 mortos e milhares de feridos em confrontos com a polícia.

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