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Instrutores militares ocidentais na Ucrânia não têm 'imunidade', alerta Rússia

Os instrutores militares ocidentais que treinam soldados ucranianos não terão "imunidade" nos ataques russos, alertou o Kremlin nesta terça-feira, após informações de que a França poderia enviar este tipo de oficial para a Ucrânia.

"Nenhum instrutor envolvido no treinamento do regime ucraniano terá imunidade. Pouco importa que sejam franceses ou não", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

"Independente de seu status, militares do Exército francês ou mercenários, representam um alvo absolutamente legítimo para as nossas Forças Armadas", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em uma entrevista coletiva em Oyo, na República do Congo, está em visita oficial.

Lavrov afirmou que os instrutores franceses "já trabalham na Ucrânia" e que sua presença no país "está confirmada por alguns fatos".

O comandante do Exército ucraniano, Oleksandr Sirski, disse na semana passada que o país receberia em breve instrutores militares franceses para ajudar as tropas de Kiev a enfrentar de maneira mais eficaz a ofensiva russa iniciada em fevereiro de 2022.

Mais tarde, o Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que o envio de instrutores militares era um assunto "ainda em discussão" com a França e outros países.

Oficialmente, a França não mantém militares na Ucrânia que auxiliem ou treinem as forças de Kiev.

O presidente francês, Emmanuel Macron, mencionou diversas vezes a possibilidade de enviar tropas ocidentais para ajudar Kiev, o que gerou controvérsia entre os aliados e irritou a Rússia.

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