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Em nota, J&F diz que é impossível expor corrupção sem que pessoas com atos ilícitos admitam

Zanone Fraissat /Monica Bergamo
Wesley e Joesley Batista, donos da JBS, em 2013 Imagem: Zanone Fraissat /Monica Bergamo

Camila Turtelli

São Paulo

2017-05-20T16:50:00

20/05/2017 16h50

A J&F afirmou, por meio de nota, que seria impossível expor corrupção sem que pessoas que cometeram ilícitos admitissem os fatos e informassem como e com quem agiram, fornecendo indícios e provas. A holding presidida por Joesley Batista afirmou que considera fundamental ressaltar a importância do mecanismo da colaboração premiada, "que está permitindo que o Brasil mude para melhor". O texto é uma resposta às notícias e comentários que questionam o grau de punição aos irmãos Batistas e aqueles que também contestam a veracidade dos áudios divulgados.

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A empresa diz ainda que a colaboração de Joesley Batista e mais seis pessoas é "muito diferente de todas que já foram feitas até aqui". Ela afirma, que além da utilização de ação controlada, com autorização judicial, houve vastos depoimentos, subsidiados por documentos, que esclarecem o modus operandi do cerne do sistema político brasileiro.

"Quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores. No caso dos sete executivos, eles assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família", afirma a J&F. "A possibilidade de premiação excepcional para uma colaboração igualmente excepcional é de grande importância para o êxito do mecanismo da colaboração premiada".

Sobre o áudio envolvendo o presidente Michel Temer, a companhia afirma que "Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado". E reitera que "não há chance alguma de ter havido qualquer edição do material original, porque ele jamais foi exposto a qualquer tipo de intervenção".