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Decreto sobre armas de fogo deverá manter exigência legal, diz general Heleno

Antonio Cruz/Agência Brasil
6.nov.2018 - General Heleno Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

Leonencio Nossa

Brasília

2018-12-29T15:47:00

29/12/2018 15h47

O futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro, afirmou na tarde deste sábado (29) que a proposta de decreto para garantir a posse de arma de fogo, divulgada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no Twitter, deverá manter exigências legais. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o general reformado observou que a proposta foi apresentada por Bolsonaro ao longo da campanha e reiterada após as eleições.

Heleno ressaltou que quem estiver disposto a ter arma em casa terá de cumprir exigências como não ter antecedentes criminais, fazer exames de vista e observar as regras de registro da arma. "É preciso ter ficha limpa", afirmou.

No Twitter, Bolsonaro escreveu: "Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo". "Isso é uma declaração de campanha e o próprio ministro (da Justiça e Segurança Pública) Sergio Moro já se colocou favorável, acha normal", ressaltou Augusto Heleno Ribeiro.

À reportagem, o futuro ministro do GSI destacou que é preciso diferenciar a "posse" do "porte" de armas. Ter a "posse" é o direito de manter uma arma em casa ou no local de trabalho. Já o "porte" garante à pessoa fazer deslocamentos com a arma.

"São situações completamente diferentes", ressaltou. "Mas mesmo no caso da posse, o cidadão terá de cumprir exigências legais. É lógico que ninguém vai vender arma na esquina, não é isso", esclareceu. "A posse será facultada para quem se submeter às exigências, será mais fácil ter a posse, para o cidadão de bem, que nas regras de hoje."

A decisão de Bolsonaro de manter a proposta de facilitar a posse de arma foi tomada depois de conversas com o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro. Ele não pôs resistência à medida. Uma flexibilização das regras para o porte de armas, no entanto, não está na lista de propostas que a sua pasta ou o Planalto pretendem colocar para os primeiros cem dias de governo.

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