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Alvo de maior desastre com petróleo, Reino Unido apoia investigação no Brasil

O óleo flutua sobre a água da praia dos Artistas e gruda nas pedras próximas à areia - Divulgação/Adema
O óleo flutua sobre a água da praia dos Artistas e gruda nas pedras próximas à areia Imagem: Divulgação/Adema

André Borges

Brasília

31/10/2019 17h15

Protagonista de uma das maiores tragédias do mundo com derramamento de petróleo cru no mar, o Reino Unido está apoiando as investigações brasileiras sobre a origem da tragédia ambiental que castiga as praias do Nordeste.

A colaboração internacional tem se dado por meio da organização ITOPF, especializada em medidas de emergência em situações que envolvam vazamento de óleo. A instituição foi fundada em 1968, após a tragédia ocorrida com um dos primeiros superpetroleiros do mundo, um navio-tanque conhecido como Torrey Canyon.

Em 1967, o navio naufragou na costa sudoeste da Inglaterra e derramou 119 mil toneladas de petróleo bruto no mar. Foi o maior derramamento de petróleo ocorrido até hoje, segundo informações da organização. À época, o caso chamou a atenção do mundo para os problemas associados a desastres com navios-tanque.

Até o momento, a quantidade de óleo retirada do Nordeste brasileiro chega a 2 mil toneladas. Um navio-tanque, porém, carrega até 250 mil toneladas de petróleo.

Na semana passada, a Agência Brasileira de Cooperação, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, encaminhou informações ao Ministério do Meio Ambiente, sobre a colaboração oferecida pelo Reino Unido nas investigações da tragédia no Brasil.

Questionada sobre a colaboração e o andamento do caso, a Marinha informou, por meio de nota, que as investigações do crime ambiental "continuam em curso e todos os esforços para elucidação dessa tragédia inédita na história marítima mundial vêm sendo empregados desde o dia 2 de setembro".

Ontem, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que pode ser anunciado nesta semana o resultado das investigações sobre o derramamento do óleo. No momento, a principal hipótese da Marinha é de que uma embarcação mercante tenha sido a responsável, e não um "navio fantasma".

Segundo Mourão, o derrame teria acontecido após a retirada de óleo para aumentar a estabilidade do navio no mar. "Acho que o cara fez uma 'ejeção de porão'. Está com problema de flutuação, de balanço, e retira um pouco o óleo para aumentar a estabilidade", disse.

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