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Meio Ambiente

Collor é alvo em operação contra propinas para liberação de licenças ambientais

6.dez.2019 - O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (Pros-AL), em entrevista ao UOL e à Folha, em Brasília - Kleyton Amorim/UOL
6.dez.2019 - O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (Pros-AL), em entrevista ao UOL e à Folha, em Brasília Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Redação

São Paulo

21/10/2020 09h31

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação "O Quinto Ato" para investigar suposto esquema criminoso, mantido entre 2014 e 2015, que envolvia pagamento de propinas para intervenção junto ao Ibama, visando à liberação da licença ambiental de instalação do Porto Pontal Paraná Importação e Exportação SA, no Paraná. O senador Fernando Collor (Pros-AL) está entre os alvos da ofensiva.

Cerca de 50 agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços de Curitiba, Pontal do Paraná, Gaspar (SC) e São Paulo (SP).

As ordens foram expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou ainda o bloqueio de valores dos investigados. Segundo apurado pelo "Estadão", um endereço ligado a Collor em São Paulo é alvo de busca da operação.

Fui surpreendido hoje com este ato inusitado. Fizeram busca e nada apreenderam, até porque não tinha o que ser...

Publicado por Fernando Collor em Quarta-feira, 21 de outubro de 2020

De acordo com a PF, a investigação é desdobramento da Operação Politeia —ofensiva aberta em 2015 que identificou bens de luxo pertencentes a um parlamentar federal que teriam sido pagos com propinas recebidas de empresários que tinham interesse em sua atuação política junto a órgãos federais. Também há indícios de pagamentos de vantagens indevidas em espécie, ressalta a corporação.

A Politeia foi a primeira fase da Lava Jato aberta nas investigações que correm perante o Supremo Tribunal Federal. Na ocasião foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão em Brasília e em seis estados, sendo que na residência de Collor em Brasília, os agentes levaram três automóveis de luxo importados.

O nome da operação, "O Quinto Ato", faz uma referência ao rastreamento financeiro efetuado pela Polícia Federal a partir do pagamento da "5ª parcela" de um jato executivo adquirido pelo parlamentar investigado, diz a PF.

Defesa

A reportagem busca contato com o senador Fernando Collor. O espaço está aberto para manifestações.

Nas redes sociais, o senador afirmou que foi "surpreendido" com a operação, mas que nada foi apreendido. Collor disse ainda estar de "consciência tranquila" e não ter nada a temer.

"Fui surpreendido hoje com este ato inusitado. Fizeram busca e nada apreenderam, até porque não tinha o que ser apreendido. Vou tentar apurar a razão deste fato de que fui vítima. Nada tenho a temer. Minha consciência está tranquila", escreveu Collor.

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