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Vila Madalena tem noite de calmaria no primeiro dia de restrição em São Paulo

Pontos de ônibus ficaram quase vazios e houve pouca movimentação de pessoas na primeira noite de "toque de restrição" em na capital paulista - Ettore Chiereguini/Agif/Estadão Conteúdo
Pontos de ônibus ficaram quase vazios e houve pouca movimentação de pessoas na primeira noite de "toque de restrição" em na capital paulista Imagem: Ettore Chiereguini/Agif/Estadão Conteúdo

Marco Antônio Carvalho

São Paulo

27/02/2021 10h00

As ruas boêmias da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, tiveram uma sexta-feira de atípica calmaria, até para os padrões do período da pandemia. Com bares fechando às 22h e um novo "toque de restrição" passando a entrar em vigor às 23h, as vias da região ficaram vazias.

O toque de restrição é uma medida adotada pelo governo do estado com objetivo de reduzir a circulação de pessoas à noite e na madrugada com intenção de frear o avanço da covid-19. A medida teve o primeiro dia de vigência ontem.

A chuva que caiu ao longo do dia na cidade também ajudou a afastar os frequentadores da Vila Madalena. Os bares estavam abertos para um público pequeno antes mesmo dos horários estabelecidos como limite para funcionamento de estabelecimentos e circulação de pessoas.

Por volta das 21h, não havia ninguém no restaurante de culinária Indonésia Ada Makan, na Rua Aspicuelta. O proprietário do lugar, Luck Vilela, de 32 anos, disse só três mesas foram ocupadas durante toda a noite.

"Perdemos todo o movimento. À noite, quando a região é conhecida pelo seu movimento, estamos parados", lamentou, destacando que mantém atividades de delivery. Vilela disse que torce pela melhora da situação da pandemia com a aceleração da vacinação.

O famoso cruzamento das ruas Aspicuelta e Mourato Coelho, conhecido pela concentração de bares e restaurantes, também atraiu poucos frequentadores nesta noite. O arquiteto Cláudio Peixoto, de 57 anos, era um deles. Ele protestou contra a lógica da medida do toque de restrição e fechamento de bares.

"O vírus não tem relógio. Fechar em determinado horário é hipocrisia. Ou fecha tudo, como na Europa, ou abre tudo", disse ele, contando já ter tido a covid-19 e reclamando da postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Votei nele. Mas como ele vem dizer que isso é uma gripezinha?"

Dez minutos antes das 23h, a região já tinha ruas ainda mais esvaziadas. Carros de polícia circularam pelo local, mas com o fechamento dos estabelecimentos no limite previsto, não efetuaram nenhuma autuação visível. O toque de restrição vale para todo o Estado entre 23h e 5h e deve se estender até o dia 14 de março, na previsão inicial do governo.

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