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3 meses

CPI: Prevent diz que médica sugeriu, mas não determinou tratamento paliativo

Andrade reforçou nesta manhã as denúncias contra a empresa de plano de saúde em depoimento na CPI - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Andrade reforçou nesta manhã as denúncias contra a empresa de plano de saúde em depoimento na CPI Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Daniel Weterman

Em Brasília

07/10/2021 13h17

Em nota distribuída pela assessoria de imprensa, a Prevent Senior se defendeu hoje das denúncias feitas mais cedo pelo advogado Tadeu de Andrade na CPI da Covid. A empresa negou que tenha iniciado tratamento paliativo no paciente e afirmou que a medida foi uma "sugestão" de médica da empresa, e não uma determinação.

Andrade reforçou nesta manhã as denúncias contra a empresa de plano de saúde em depoimento na comissão. Ele ficou 30 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e relatou ter sido vítima de uma tentativa de retirá-lo dos cuidados intensivos sem consentimento da família.

"A Prevent Senior refuta ter iniciado tratamento paliativo ao paciente Tadeu Frederico de Andrade sem autorização da família", diz a nota. No depoimento, o paciente afirmou que o tratamento paliativo só não foi realizado porque a família ameaçou acionar a Justiça e a imprensa. "Frise-se: a médica fez uma sugestão, não determinação. O paciente recebeu e continua recebendo todo o suporte necessário para superar a doença e sequelas", diz a empresa.

'Depoimento devastador'

As declarações de Tadeu de Andrade causaram grande repercussão entre os parlamentares. "Depoimento advogado sobrevivente da Prevent Senior agora na CPI é devastador, pelas palavras, pela cena, pela história. Brota do mais fundo de uma das almas que a operadora queria mandar embora, prematura e compulsoriamente", escreveu a senadora Simone Tebet (MDB-MS), em publicação no Twitter.

"Comovente e revoltante o depoimento do paciente da Prevent Sênior agora na #CPIdaCovid. Pressionaram a família a autorizar cuidados paliativos porque seu caso seria irreversível. Ele sobreviveu. O 'óbito também é alta'", escreveu a deputada Vivi Reis (PSOL-PA), também em publicação no Twitter.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.