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PSDB diz a MDB que Tasso é nome de convergência a vice de Simone

Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sinalizou que aceita ser vice de Simone Tebet (MDB) - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sinalizou que aceita ser vice de Simone Tebet (MDB) Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Pedro Venceslau e Lauriberto Pompeu

Estadão Conteúdo, Brasília e São Paulo

02/06/2022 07h40

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, informou ontem ao presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), que o senador Tasso Jereissati (CE) é o nome de "convergência" da legenda tucana para ser o vice em uma chapa presidencial encabeçada pela também senadora Simone Tebet (MDB-MS). Os líderes dos dois partidos avançaram nas discussões sobre uma aliança na eleição para o Palácio do Planalto.

Tasso já indica que pode aceitar ser vice na candidatura da chamada terceira via. "Simone Tebet é a nossa candidata", afirmou ao Estadão. "Eu já tinha declarado que estava na hora de parar de ter cargos eletivos, mas não descarto nada", completou ele, ao ser questionado se aceitava ser vice.

A formação de uma chapa conjunta só deve ser anunciada após acordos em três Estados - Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os entraves regionais, porém, não são considerados obstáculos para o acerto nacional, a ponto de os dirigentes já estarem conversando sobre a composição da chapa.

No caso de Tasso, os tucanos esperam pela palavra final do senador. Embora esteja integrado ao projeto de Simone, ele resiste a assumir um papel de protagonismo na futura campanha. Além da convivência no Senado, o tucano e a emedebista são amigos.

Conforme mostrou o Estadão, o plano de governo de Simone pretende resgatar iniciativas já em andamento no Congresso e um dos eixos centrais é o texto da Lei de Responsabilidade Social, de autoria do senador. O projeto prevê reformulação dos programas sociais, metas para a queda da taxa geral de pobreza e cria uma poupança para famílias em situação de vulnerabilidade.

Almoço

Araújo almoçou ontem no gabinete de Tasso com o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB). O encontro selou na legenda tucana a opção pela aliança com Simone.

Leite era considerado no entorno da senadora emedebista o melhor nome para compor a chapa, mas ele deve concorrer a uma vaga no Congresso ou mesmo disputar de novo a eleição ao Palácio Piratini. Com isso, Leite deverá ajudar a encerrar o dilema local.

O diretório gaúcho do MDB espera que o próprio ex-governador entre em cena para convencer o emedebista Gabriel Souza a abrir mão de disputar o governo local, aceitando ser vice na chapa do tucano.

Simone entrou pessoalmente na articulação no Rio Grande do Sul para desatar o último impasse antes do acordo. Ontem, Leite esteve no gabinete da senadora do MDB em Brasília.

Jarbas

Em outra frente para desatar nós nos Estados, Araújo e Baleia Rossi conversaram com Jarbas Vasconcelos - quadro histórico do MDB e ex-governador - em Pernambuco. A articulação, no entanto, é que mesmo que não haja acordo, os dois partidos saiam separados no Estado sem prejuízo para o palanque da pré-candidata da terceira via.

Os presidentes do PSDB e do MDB concordaram que o ideal é anunciar o acordo nos três Estados até a próxima quarta-feira, 8, e assim sacramentar a aliança.

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