Especial/Estado Islâmico tinha mercados de Natal na mira

ROMA, 19 DEZ (ANSA) - O "incidente" com um caminhão em um mercado de Natal de Berlim faz com que seja lembrado, imediatamente, o atentado ocorrido em Nice, em 14 de julho. Dinâmica similar e um mesmo objetivo: um caminhão contra a multidão para matar o maior número de pessoas possíveis.   

Difícil acreditar que se trata de apenas um acidente porque, o que ocorreu em um mercado de Natal repleto de pessoas nesta segunda-feira (19), mesmo sem ter confirmações oficiais, tem uma semelhança pesada com um atentado. E, ao contrário do que aconteceu na França, a ação era temida, mas não inesperada após repetidas ameaças e ataques evitados.   

No dia 26 de novembro e no dia 5 de dezembro, em Ludwigshafen, no sudoeste da Alemanha, um "menino terrorista" de 12 anos, já radicalizado e ligado ao grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis), tentou causar uma tragédia em um pequeno mercado de Natal. Ele tinha colocado, por duas vezes, uma bomba caseira recheada de pregos que não conseguiu fazer explodir.   

Poucos dias antes, no dia 19 de novembro, a prisão de sete terroristas islâmicos entre Marselha e Estrasburgo, quase todos recém-voltados da Síria e com contatos com os terroristas do Bataclan (atacado na França em 13 de novembro de 2015), impediu que ações simultâneas ocorressem em Marselha e em Paris. Na mira, estavam a Disneyland Paris, os mercados de Natal da Champs-Elysees, restaurantes e estações de metrô.   

Por isso, sabia-se que as festas do Natal na Europa estavam correndo o risco de serem atacadas. No dia 22 de novembro, o Departamento de Estado norte-americano havia divulgado um alerta para os seus cidadãos que estavam com viagens marcadas pelo Velho Continente: prestar a máxima atenção não só nos países já atingidos pelo EI, mas aos "lobos solitários" radicalizados por todo o continente.   

Segundo o governo dos Estados Unidos, as informações sobre a possibilidade de ataques em território europeu tinham fundamento e eram bastante críveis. Como o ataque ocorrido hoje na Alemanha mostra. (ANSA)
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