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Irlanda se torna 1º país da UE a retomar lockdown para conter covid-19

Bares, restaurantes e comércios não essenciais fecharão suas portas por pelo menos seis semanas na Irlanda - Getty Images/iStockphoto
Bares, restaurantes e comércios não essenciais fecharão suas portas por pelo menos seis semanas na Irlanda Imagem: Getty Images/iStockphoto

20/10/2020 10h59Atualizada em 20/10/2020 11h57

O governo irlandês decretou ontem um novo bloqueio nacional, que obriga os cidadãos a permanecerem em casa, na tentativa de conter a propagação do novo coronavírus. Com isso, a Irlanda se tornou o primeiro país da UE (União Europeia) a retomar o lockdown diante da segunda onda da covid-19 no continente.

Em pronunciamento televisivo, o primeiro-ministro da Irlanda, Micheal Martin, informou que bares, restaurantes e comércios não essenciais fecharão suas portas por pelo menos seis semanas. Os estabelecimentos só poderão fazer venda para viagem.

O novo confinamento, menos restrito que o imposto no início da pandemia de covid-19, entrará em vigor a partir da próxima quinta-feira (22). Escolas e creches, no entanto, permanecerão abertas.

Reuniões familiares serão proibidas, assim como visitas a outras residências. Já o deslocamento não essencial, como passeios ou saídas de casa para exercícios físicos, serão limitados a um raio de cinco quilômetros.

Com isso, a população só poderá deixar sua região para trabalhar, estudar ou "por outros propósitos essenciais", apesar de o governo incentivar o home office.

A expectativa do governo é de que as restrições sejam reduzidas até o início de dezembro para que a economia possa se recuperar durante o período das festas de fim de ano. "Estes são os tempos mais difíceis", disse Martin em seu discurso.

A Irlanda, com menos de cinco milhões de habitantes, registra 1,8 mil mortos e 50,9 mil casos oficiais do novo coronavírus. Entre o último domingo (18) e ontem, porém, contabilizou mais mil novos casos da doença.

Governo irlandês espera que as restrições sejam reduzidas até o início de dezembro - Niall Carson/PA Images via Getty Images - Niall Carson/PA Images via Getty Images
Governo irlandês espera que as restrições sejam reduzidas até o início de dezembro
Imagem: Niall Carson/PA Images via Getty Images

Segunda onda na Europa

Outros países europeus aumentaram as restrições, mas sem adotar um confinamento. Próxima da Irlanda, a província britânica de Gales, com três milhões de habitantes, iniciará um confinamento de duas semanas na próxima sexta-feira (23).

Desde ontem, os cafés e restaurantes da Bélgica ficarão fechados durante quatro semanas para tentar frear o aumento de contágios. O país de 11,5 milhões de habitantes tem uma das maiores taxas de letalidade por covid-19 do mundo: 90 mortos em cada 100 mil habitantes.

"Não nos sentimos levados em consideração, e sinto uma dor no coração (...) Não aguento mais", disse Angelo Bussi, dono de um restaurante em Bruxelas, na noite do último domingo, quando recebeu seus últimos clientes.

Os fechamentos na Bélgica são acompanhados por um toque de recolher entre meia-noite e 5h. A Eslovênia também anunciou a mesma medida entre 21h e 6h depois que o número de infectados dobrou em uma semana.

Na Suíça, até agora relativamente pouco afetada, as infecções aumentaram 146% na semana passada, e a máscara será obrigatória a partir de agora em locais públicos fechados, como aeroportos e estações ferroviárias.

Desde ontem, a Itália também conta restrições no funcionamento de bares, restaurantes e feiras populares, muito populares no país. "Não podemos perder tempo", afirmou o primeiro-ministro Guiseppe Conte.

Em Varsóvia, capital e maior cidade da Polônia, o monumental Estádio Nacional será transformado em um hospital para pacientes de covid-19.

* Com informações da AFP, em Bruxelas (Bélgica)

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