Milhares de pessoas protestam contra candidatura de filha de Fujimori no Peru

Lima, 31 mai (EFE).- Milhares de pessoas, incluindo integrantes de organizações civis, estudantis e sindicatos trabalhistas, participam nesta terça-feira no Peru de uma passeata contra a candidatura de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, à presidência do país, a cinco dias da realização do segundo turno das eleições.

O economista Pedro Pablo Kuczynski, adversário de Keiko no pleito, não participa do protesto. Em entrevista coletiva, ele afirmou que apoia "os princípios da manifestação", mas decidiu não comparecer por ser o concorrente da candidata, embora na segunda-feira ele tivesse anunciado sua assistência.

"A razão é muito simples, existe uma manifestação 'Não a Keiko' e eu sou candidato presidencial com Keiko do outro lado. Seria antidemocrático da minha parte dizer que ela não pode participar (das eleições)", enfatizou.

Kuczynski, de 77 anos, esclareceu, no entanto, que está plenamente de acordo com os princípios contra a candidatura de Keiko e, no domingo, afirmou que estará "ao pé do canhão" à espera de "ter um bom resultado".

O coletivo 'Keiko Não Vai' convocou a grande passeata nacional e internacional pela democracia e a paz através das redes sociais, e percorre as principais praças e avenidas do centro da capital Lima, assim como algumas cidades do exterior, como Nova York e Paris.

A Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos, a Associação Pró Direitos Humanos, organizações LGBT, assim como a Confederação Geral de Trabalhadores do Peru são alguns dos grupos que participam da passeata em Lima, assim como a aliança esquerdista Frente Ampla, com sua líder Verónika Mendoza.

"Estamos no segundo turno e continuamos com a campanha contra Keiko Fujimori, contra o fujimorismo, contra a violência, o autoritarismo, a morte, a corrupção e a insegurança", afirmou o coletivo em sua convocação para o protesto.

Durante a campanha eleitoral houve outras manifestações contra a candidatura de Keiko Fujimori que reuniram milhares de participantes, uma delas em 5 de abril em lembrança ao "autogolpe" dado em 1992 por seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que atualmente está na prisão. EFE.

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