Presidente da Guatemala pede que que filho e irmão não sejam injustiçados

Cidade da Guatemala, 19 set (EFE).- O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, afirmou nesta segunda-feira que não defenderá nem seu filho nem seu irmão pelo envolvimento em um caso de corrupção, mas lamentou as críticas desmedidas a ambos por fatos que não foram investigados e disse confiar que tudo será esclarecido pela Justiça.

"Ninguém é diferente perante a lei. Ninguém. Mas também ninguém pode ser injustiçado", disse o presidente sobre a situação de seus parentes, que foram proibidos de sair do país pela Justiça até que sua participação no esquema seja esclarecida.

Apesar de não terem sido acusados, ambos estariam envolvidos no desvio de mais de 3 milhões de quetzais (mais de US$ 397 mil), um caso em que já foram processadas mais de 20 pessoas. Após o escândalo ter sido revelado, Morales, que baseou seu governo em uma luta frontal contra a corrupção na campanha eleitoral de 2015, disse ter confiança no filho e no irmão.

José Manuel Morales Marroquín, filho do presidente, voltou à Guatemala para prestar depoimento no início deste mês. O mesmo ocorreu com o irmão do líder, Samuel Everardo Morales, que também foi até a polícia de forma voluntária para ser ouvido.

"Em nenhum momento interferirei no processo de investigação. Se alguém cometeu um erro, este erro deve ser pago", disse o presidente durante um discurso que marcou o aniversário dos 20 anos da assinatura da paz na Guatemala.

"Se não estou defendendo meu filho e nem meu irmão porque confio nas instituições e no devido processo, acredito que está claro para vocês, funcionários públicos, que também não vou defendê-los", disse Morales sobre possíveis casos de corrupção no governo.

Essa foi a primeira vez que o presidente da Guatemala falou sobre o assunto depois de ele próprio ter tornado o caso público na semana passada. Em entrevista à Agência Efe no dia da revelação, o advogado de ambos os familiares do presidente, Gustavo Verrumo, afirmou que envolvimento dos dois carece de fundamentos e atribuiu as acusações a um ataque político contra Morales.

O filho e o irmão de Morales teriam ligação com a empresa Fulanos e Menganos, que ganhou a imprensa local no início de setembro, quando foi desarticulada pela Promotoria e a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CIGIC).

A investigação revelou que entre janeiro de 2012 e maio de 2015 a companhia assinou 16 contratos pelo governo, equivalentes a 3 milhões de quetzais. O trabalho, no entanto, não foi realizado.

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