EUA congelam "dezenas de milhões de dólares" de vice e assessor da Venezuela

Em Washington

  • Juan Barreto/AFP

O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, disse nesta terça-feira (14) que as sanções impostas ontem ao vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, e seu colaborador, Samark José López Bello, resultaram no congelamento de "dezenas de milhões de dólares" em seus ativos sob jurisdição americana.

"Neste caso congelamos ativos, dezenas de milhões de dólares em ativos, que terão um impacto muito grande (para Aissami e seu entorno)", garantiu Mnuchin em um pronunciamento à imprensa na Casa Branca.

Com as sanções, o presidente americano, Donald Trump, quis "enviar uma mensagem clara ao povo da Venezuela de que os Estados Unidos estão de seu lado", acrescentou Mnuchin.

O governo de Trump impôs ontem sanções por narcotráfico contra Aissami e López Bello, após uma investigação que durou anos e que chegou à conclusão que o vice-presidente venezuelano exerceu "um papel significativo no tráfico internacional de narcóticos", com destinos como México e EUA.

As sanções representam o congelamento dos ativos de ambos sob jurisdição americana, que, segundo fontes americanas, incluem "dezenas de milhões de dólares" em propriedades imobiliárias em Miami.

"O presidente Trump aprecia o duro trabalho dedicado a este caso pelos Departamentos do Tesouro e de Estado", afirmou hoje Mnuchin.

"Isto demonstra a seriedade do presidente na luta contra o flagelo que as drogas representam para os Estados Unidos", completou, ao lembrar que Trump assinou na semana passada um decreto para revisar e reforçar a luta contra os cartéis do narcotráfico.

Segundo Mnuchin, as sanções também "enviam a mensagem" de que os Estados Unidos "não tolerarão as atividades ilícitas, seja o narcotráfico ou o terrorismo".

O governo Trump ressaltou ontem que as sanções não são uma represália diplomática contra o governo da Venezuela, mas se dirigem a dois indivíduos "exclusivamente" por seus vínculos com o narcotráfico.

Porém, o governo venezuelano tachou as sanções contra seu vice-presidente de "agressão gravíssima" que "pretende vulnerar a esfera soberana" do país, segundo palavras da chanceler, Delcy Rodríguez.

Por sua parte, o vice-presidente venezuelano qualificou hoje de "agressão miserável" as sanções econômicas, e afirmou que as recebe como "um reconhecimento de minha condição de revolucionário anti-imperialista".
 

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