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Internacional

Governo da Bolívia defende Unasul e diz que bloco está em pleno funcionamento

17/03/2019 15h41

La Paz, 17 mar (EFE).- O governo da Bolívia saiu em defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) neste domingo e afirmou que ela está em pleno funcionamento, apesar de o Equador, onde está a sede da organização, ter anunciado a saída do bloco e da intenção de alguns países de criar outra entidade de integração regional.

O chanceler da Bolívia, Diego Pary, disse a jornalistas que o Equador anunciou a saída, mas ainda não a efetivou. Por esse motivo, alegou que a Unasul seguirá existindo enquanto houver países-membros com "obrigações e direitos".

"É um momento não muito fácil para a questão das organizações internacionais na região, há dificuldades. No entanto, a Unasul está em pleno funcionamento", afirmou o chefe da diplomacia boliviana.

O Equador anunciou nesta semana que deixará a Unasul devido à falta de operabilidade do bloco durante os dois últimos anos, tornando-se assim o sétimo país a suspender participação após Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru.

A organização, nascida em 2008 com 12 países-membros, fica agora apenas com Uruguai, Guiana, Bolívia, Suriname e Venezuela. Desde 2015, a sede da Secretaria-Geral da Unasul funciona em Quito. No entanto, o posto está vazio desde 2017, gerando uma crise no bloco.

Pary explicou que o único membro que deixou oficialmente a Unasul até o momento foi a Colômbia. Os demais seguem como integrantes do bloco até completarem os procedimentos para efetivar a saída.

Caso o Equador oficializar que deixará a Unasul, o chanceler disse que o presidente Evo Morales ofereceu a Bolívia para ser sede da Secretaria-Geral. O órgão seria alocado no prédio construído na região central do país para o parlamento da Unasul.

Apesar de o edifício ter sido inaugurado no ano passado, o parlamento regional não se reúne por diferenças entre os países-membros sobre sua composição.

O ministro boliviano afirmou que a proposta do presidente do Chile, Sebastián Piñera, de criar uma nova organização, que será batizada como "Prosul", também está enfrentando dificuldades.

Segundo o chanceler, os defensores do Prosul já tiveram duas reuniões com coordenadores enviados pelos países na reunião, mas não conseguiram aprovar uma declaração que dê início ao órgão.

Para Pary, as condições complexas atuais do continente dificultam tanto o desenvolvimento da Unasul como a formação do Prosul.

"Teremos que analisar entre todos os países quais serão os mecanismos de integração que devemos ter porque, no fim, apesar das diferenças políticas que temos, teremos que nos unir", disse o chanceler boliviano. EFE

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