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Otan realiza as negociações de adesão com Finlândia e Suécia

O presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e a primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, em encontro na capital sueca, Estocolmo - Anders Wiklund/AFP
O presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e a primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, em encontro na capital sueca, Estocolmo Imagem: Anders Wiklund/AFP

04/07/2022 16h16

Funcionários da Otan e representantes de Finlândia e Suécia realizam nesta segunda-feira, na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas, as negociações de adesão de ambos os países nórdicos à organização, um mero trâmite após a Turquia ter suspendido o veto à entrada de Hensinque e Estocolmo.

As negociações de adesão buscam confirmar a capacidade dos dois países para cumprir os compromissos e obrigações militares, políticos e jurídicos de ser membro da organização transatlântica.

Como Finlândia e Suécia são democracias estabelecidas com forças armadas modernas habituadas a uma estreita cooperação com a Otan, as conversas de segunda-feira em Bruxelas são uma mera formalidade.

Na terça-feira, os embaixadores na Otan dos 30 países que atualmente compõem a Aliança assinarão os protocolos de adesão para os dois Estados nórdicos.

Finlândia e Suécia não deverão assinar estes protocolos de adesão, mas os seus ministros das Relações Exteriores, o finlandês Pekka Haavisto e a sueca Ann Linde, estarão presentes na sede da Otan na terça-feira e concederão uma entrevista coletiva com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

Uma vez assinados os protocolos de adesão, estes devem ser ratificados em nível nacional nos 30 membros atuais da organização transatlântica.

Os processos de ratificação dos protocolos de adesão variam de país para país. Enquanto os Estados Unidos exigem a aprovação de dois terços do Senado, o Reino Unido não exige uma votação formal no Parlamento.

O princípio de defesa coletiva da Otan, segundo o qual um ataque a um aliado é equivalente a um ataque a todos eles e deve ser dada uma resposta conjunta, só se aplicará a Finlândia e Suécia quando estes países se tornarem membros de pleno direito da Aliança, depois de todo o processo de adesão estar concluído.

A guerra na Ucrânia levou Finlândia e Suécia - tradicionalmente neutras - a se candidatarem à adesão à Otan, um processo que se revelou mais complexo do que o esperado depois de a Turquia ter bloqueado a adesão dos dois Estados com base no fato de serem laxistas ao lidarem com organizações que Ancara descreve como terroristas.

Contudo, Ancara, Estocolmo e Helsinque chegaram a um acordo na terça-feira passada levantando o veto da Turquia, abrindo o caminho para os dois Estados nórdicos se tornarem membros da organização transatlântica.