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Trump diz que "Irã cometeu um grande erro" depois de ataque a drone

Imagem de arquivo mostra avião não tripulado RQ-4 4 Global Hawk, mesmo modelo que teria sido abatido por iranianos  - REUTERS/HANDOUT
Imagem de arquivo mostra avião não tripulado RQ-4 4 Global Hawk, mesmo modelo que teria sido abatido por iranianos Imagem: REUTERS/HANDOUT

Reuters*

20/06/2019 11h28

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou hoje o abate por parte do Irã contra um drone de vigilância militar americano, em local que autoridades norte-americanas alegam ser espaço aéreo internacional.

"O Irã cometeu um grande erro!", afirmou Trump em sua contra no Twitter.

O Irã derrubou um drone militar dos Estados Unidos que estaria em uma missão de espionagem sobre seu território, mas o governo norte-americano alega que a aeronave foi atingida em espaço aéreo internacional em um "ataque sem provocação".

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante lançamento de sua campanha para reeleição em 2020 - Carlo Allegri/Reuters
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante lançamento de sua campanha para reeleição em 2020
Imagem: Carlo Allegri/Reuters
"Os relatórios que apontam que a aeronave encontrava-se sobre o Irã são falsos", assegurou em comunicado o capitão Bill Urban, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), responsável pelas operações no Oriente Médio.

A nota confirma que o aparelho foi derrubado por um míssil terra-ar iraniano na manhã de quarta-feira.

O MQ-4 Triton é um drone de vigilância não armado que é capaz de operar em altitudes de até 18.000 metros e é uma versão da nave de reconhecimento RQ-4 Global Hawk, da Força Aérea americana.

A Guarda Revolucionária iraniana informou em comunicado que o drone entrou no espaço aéreo do país e voou sobre a região de Koohe Mobarak, na província de Hormozgan, no sul do país.

Em relação a esta acusação, Urban disse que se tratou de um "ataque (...) contra um elemento de vigilância que encontrava-se no espaço aéreo internacional".

A tensão entre Irã e EUA aumentou nas últimas semanas, até o ponto de o governo americano decidir enviar mais tropas e reforçar sua presença militar de navios e mísseis no golfo Pérsico.

Na semana passada, o secretário de Estado, Mike Pompeo, acusou o Irã do ataque a dois cargueiros no golfo de Omã e seu escritório posteriormente publicou um vídeo no qual supostamente se via um bote patrulheiro iraniano tirando uma bomba não detonada do casco do petroleiro japonês Kokuka Courageous.

As autoridades iranianas negaram seu envolvimento nestes fatos e asseguraram que, se quisessem bloquear o estreito e impedir o trânsito de petróleo, como já ameaçaram, fariam isso abertamente.

*Com EFE

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