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Pacheco diz que decisão sobre voto impresso cabe ao Congresso e que eleição é 'inegociável'

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Congresso Nacional - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Congresso Nacional Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Ricardo Brito

22/07/2021 13h36Atualizada em 22/07/2021 13h39

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quinta-feira em sua conta no Twitter que a decisão sobre a adoção do voto impresso no Brasil cabe ao Legislativo e que a realização da eleição do ano que vem é "inegociável", garantindo que o pleito será realizado conforme previsto.

"Decisões sobre o sistema político-eleitoral, formas de financiamento de campanhas, voto eletrônico ou impresso, entre outros temas, cabem ao Congresso Nacional, a partir do debate próprio do processo legislativo e com respeito às divergências e à vontade da maioria", disse Pacheco em um tuíte.

"Seja qual for o modelo, a realização de eleições periódicas, inclusive em 2022, não está em discussão. Isso é inegociável. Elas irão acontecer, pois são a expressão mais pura da soberania do povo. Sem elas não há democracia e o país não admite retrocessos", acrescentou em uma segunda publicação.

A manifestação do chefe do Poder Legislativo acontece após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmar que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, fez chegar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a ameaça de que as eleições do ano que vem não serão realizadas caso os parlamentares não aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso.

Tanto Lira quanto Braga Netto negaram o relato feito pelo jornal, mas O Estado de S. Paulo reiterou o teor da publicação.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.